‘Tenho autonomia para montar a equipe’, diz superintendente da ZFM

Nomeado superintendente da Zona Franca de Manaus, na última sexta-feira (15), Alfredo Alexandre de Menezes diz que tem todo o apoio do Planalto para gerir a autarquia e os incentivos fiscais na região

Manaus – Após mais de um mês do anúncio da escolha do coronel reformado Alfredo Alexandre de Menezes Junior para o cargo de superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), a nomeação foi publicada no Diário Oficial da União da última sexta-feira (15). No mesmo dia, ele concedeu a primeira entrevista como superintendente, na RADIO DIÁRIO FM 95,7, durante o programa ‘MANHÃ DE NOTÍCIAS’, apresentado pelo jornalista Marcos Santos. A escolha da equipe e a militarização da Suframa foram os principais destaques da participação do novo gestor da autarquia federal que administra os incentivos fiscais da ZFM.

Reunião do CAS vai ser remarcada, adiantou o novo superintendente. (Foto: Raquel Miranda/GDC)

O senhor estava em Brasília, na quinta-feira (14), inclusive participou de um ato com o vice-governador do Amazonas, Carlos Alberto de Almeida Filho, e com o vice-presidente, general Hamilton Mourão, e à noite saiu o ato de nomeação. Essa nomeação estava dependendo da volta do presidente Jair Bolsonaro, após a internação?

Praticamente. Estávamos em Brasília até ontem (quinta-feira), mas a nomeação estava nas mãos dele, uma decisão que ele tomou junto com o ministro Paulo Guedes. Eu participei dela em meados do dia 12 de dezembro e estávamos aguardando confiantes no presidente e acredito que tudo ocorreu como tinha que ser. Ele retornou quarta-feira e estávamos ansiosos para que se efetivasse como se efetivou, na madrugada.

Quando o senhor efetivamente senta na cadeira de superintendente?

Após a nomeação, nós temos até 30 dias para tomar posse. A ideia é, na semana que vem, irmos à Suframa conversar com o superintendente (Apio Toletino), que está deixando o cargo, e tomarmos posse, para iniciarmos o trabalho e tocar a vida em prol da nossa Amazônia e do nosso Brasil. Assim, desejamos que, na próxima segunda-feira, contando com o apoio da sociedade e de políticos e dos próprios funcionários da Suframa, trabalharemos em prol de construirmos uma Amazônia pujante.

Há uma reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS) marcada para o dia 28 de fevereiro. O senhor a confirma? Como vai ser?

Na realidade, 28 de fevereiro é a data do aniversário da Suframa, por isso a reunião estava prevista, mas não se realizará porque a primeira reunião ainda está sendo decidida, em Brasília há duas semanas, onde está sendo formatado um novo conselho, e também em função de estar muito próximo da data do aniversário e da nomeação. Vamos aguardar uma nova data a ser definida para que a reunião ocorra com o presidente e o vice-presidente e o ministro Paulo Guedes, além do secretário Carlos da Costa (Sepec). A expectativa é grande porque queremos a presença de todos os membros do CAS, em especial os governadores e prefeitos, e começar uma nova fase na nossa região, conectada com o governo federal e com o poder executivo e legislativo.

O senhor passou pelo crivo do ministro Paulo Guedes e posteriormente, em uma entrevista com o secretário Carlos Alexandre da Costa. Nessa entrevista, sentiu alguma animosidade, como a retirada dos subsídios da Zona Franca de Manaus?

Nunca em nenhum momento, muito pelo contrário. Essas entrevistas sempre foram no sentido do que poderíamos fazer para melhorarmos toda a parte dos incentivos e sempre voltado para a produtividade e competitividade e utilizarmos o modelo atual para alavancarmos novas possibilidades de matrizes econômicas. Sei que os desafios são grandes e temos a plena convicção disso, da envergadura, mas contamos com toda a sociedade.

Nos bastidores da sua nomeação, falou-se muito que ela estava barrada pelos políticos que criaram uma situação de constrangimento para o ministro Paulo Guedes e para o presidente. A sua nomeação agora parece uma vitória sobre esse lobby e como vai ser a nomeação dos superintendentes-adjuntos?

O ministro e o presidente deram total autonomia ao secretário Carlos da Costa para escolher a equipe e, quando conversei sobre o convite, eu perguntei se teria autonomia para nomear a minha equipe e ele disse que totalmente. Já temos nossos nomes, e vamos trazer nomes da mesma maneira, baseados no critério técnico e de meritocracia e tenho quase toda ela fechada. Terei o prazer de anunciar assim que tivermos a confirmação desses nomes, mas acho que o mais importante é essa autonomia para formarmos essa equipe que com certeza terá grandes desafios e nosso objetivo é fazer uma gestão compromissada com o interesse do nosso estado, nossa região e País.

Quando serão anunciados?

Eu creio que até terça-feira (19). Estávamos aguardando a nomeação. E, na realidade, como um está fora do Estado, temos que fazer esse fechamento, para ver se o convite que fizemos há trinta dias está mantido e podemos anunciar.

O primeiro ato será o encontro com o governador e o prefeito?

Até por dever de educação porque eles são os donos da casa. Tive a oportunidade de estar com o governador e falei que o primeiro ato será esse, e o farei na segunda-feira. Quero visitar o governador e o prefeito de Manaus, além da nossa bancada, tanto estadual quanto do congresso nacional.

O senhor terá nos próximos dias o final da licitação da Prefeitura de Manaus para o asfaltamento das ruas do Distrito Industrial. O senhor tem como opinião de que não dá para trazer empresário para investir com o distrito daquele jeito.

Na minha percepção, tínhamos que ter no distrito um ponto turístico de Manaus. Vamos trabalhar em parceria com a Prefeitura. Tomei conhecimento da licitação, mas ainda não tenho domínio da situação. Vou conversar com prefeito, meu amigo, que me conhece bem, para podermos equacionar isso e se pudermos contar com o apoio do exército para termos um trabalho de qualidade, aproveitando esse novo momento para dar uma nova fotografia dessa área da cidade.

Anúncio