Vendas do varejo estão 6,6% abaixo do pico verificado em 2014

Na média global, houve estabilidade (0,0%) no volume de vendas, mas quatro de oito atividades tiveram crescimento

Brasília – O comércio varejista ficou estagnado (0,0%) na passagem de janeiro para fevereiro, mantendo o patamar de vendas 6,6% abaixo do ponto mais alto da série, alcançado em outubro de 2014, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em dezembro de 2016, as vendas chegaram a ficar 13,4% abaixo do ápice da série histórica, iniciada em 2000.

Vitória (ES) – Supermercados lotados e com filas nos caixas e na entrada funcionam em horário reduzido. (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

“Estagnou em relação a janeiro, mas a gente não pode deixar de observar que houve crescimento antes. A gente não pode ignorar todo esse esforço que o varejo fez para recuperar (desde dezembro de 2016)”, ponderou Isabella Nunes, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE.

No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, houve recuo de 0,8% nas vendas em fevereiro. O volume vendido ficou 12,2% aquém do patamar recorde alcançado em agosto de 2012. Em setembro de 2016, as vendas operavam 22,2% abaixo do pico.

Segundo o IBGE, o índice de média móvel trimestral das vendas do comércio varejista restrito teve queda de 0,6% em fevereiro de 2019.

No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, o índice de média móvel trimestral das vendas registrou redução de 0,5% em fevereiro.

O IBGE revisou o resultado das vendas no varejo ampliado em dezembro de 2018 ante novembro, de uma queda de 1,7% para um recuo de 1,8%. O dado de novembro ante outubro foi revisto de alta de 1,3% para 1,4%.

Quatro entre as oito atividades do varejo registraram avanços nas vendas em fevereiro ante janeiro, segundo os dados do IBGE. Na média global, houve estabilidade (0,0%) no volume de vendas.

Entre os setores em expansão, o destaque foi para Tecidos, vestuário e calçados (4,4%), seguido por Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,0%), Livros, jornais, revistas e papelaria (0,2%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,1%).

As perdas ocorreram em Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,7%), Combustíveis e lubrificantes (-0,9%), Móveis e eletrodomésticos (-0,3%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-3,0%).

As vendas dos supermercados, atividade com maior peso na pesquisa, foram prejudicadas por uma elevação nos preços dos alimentos, informou Isabella Nunes. “Os preços afetaram o desempenho de supermercados tanto na comparação com ajuste sazonal quanto na interanual”, observou Nunes.

Quanto ao comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, o volume de vendas recuou 0,8% em fevereiro ante janeiro.

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