Especialista dá dicas para se sair bem no Enem

Segundo especialista, é fundamental mudar a estratégia na reta final de preparação, a fim de garantir mais acertos de questões

Manaus – Faltando menos de um mês para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), muitos candidatos já começam a sentir ansiedade, dúvidas e até receio quanto às provas. Para ajudá-los nessa missão, a especialista em neurociência da aprendizagem e aprovação, Fernanda Leal, que esteve esta semana em Manaus, disse que nesse momento é fundamental para o candidato mudar a estratégia na reta final de preparação. Com isso, é possível até garantir mais acertos de questões, além de se sentir mais disposto e seguro para o dia da prova.

“Costumo comparar a preparação do aluno com a de um atleta de alta performance, que às vésperas de um campeonato ou uma olimpíada continua treinando, mas o treino muda de figura, porque nesse caso dormir e se alimentar bem, cuidar do emocional, ganha uma importância maior ainda”, destacou a especialista.

De acordo com Fernanda, nessa fase de preparação é fundamental que o candidato continue resolvendo provas anteriores, com foco nas questões de maior dificuldade. “Há uma tendência de aumentar os erros por falta de atenção, então as técnicas de respiração ajudam a relaxar e proporcionam mais concentração, principalmente na hora de resolver as questões que o candidato tem base, porém errou. Então esse é o momento dele estudar mais elas e, assim, ter condições de aumentar o número de acertos”, explicou.

Segundo especialista, é fundamental que o candidato continue resolvendo provas anteriores, com foco nas questões de maior dificuldade (Foto: Divulgação / Assessoria)

Quantidade x Qualidade

Para a especialista, entre os maiores erros nessa etapa da preparação está o de estudar matérias que não sabe, focar em conteúdo atrasado, fazer revisão apenas lendo ou assistindo aula, sem fazer exercícios. “E a de achar que o tempo de estudo é mais importante que a qualidade, é o que eu costumo brincar chamando de TBC, ‘Tempo, Bunda e Cadeira’. Muitos deles costumam fazer isso porque a família cobra, por achar que quanto mais melhor, mas essa não é uma boa estratégia”, disse a educadora.

A especialista em neurociência da aprendizagem avalia que o risco é o de acontecer igual ao de um jogador de futebol que treina demais e pode ter um “overtraining”, que é um um problema que acontece quando um atleta faz mais exercícios do que o corpo pode aguentar. “Aí no dia do jogo ele chega cansado. Para a prova do Enem é a mesma coisa. Tem que estudar muito, mas também é essencial ter descansado”, salientou Fernanda.

Quanto ao nervosismo pré-prova, a dica é apostar em meditação e respiração diafragmática, que já ajudam a aliviar o estresse e a ansiedade. “Mas não tem técnica melhor que ter tido um bom preparo e estratégia de prova. Isso traz segurança ao candidato, porque ele vai chegar no dia da prova sem surpresas quanto ao conteúdo e características da prova. Fazer uma questão do Enem é diferente de fazer uma do Sistema de Ingresso Seriado (SIS) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA)”, apontou a especialista.

Escolha da profissão

Para aqueles que ainda estão inseguros quanto ao curso que irão escolher, Fernanda indica que o estudante busque refletir sobre as matérias que se identifica, o estilo de vida que deseja ter no futuro, tanto o financeiro quanto a rotina de trabalho. “Poucas pessoas têm o privilégio de serem apaixonadas pelo o que fazem. E na boa? Tá tudo bem! Escolher algo que se identifica já é um bom caminho, é um peso muito grande cobrar de um adolescente que ele escolha uma profissão conhecendo tão pouco da vida e do mercado de trabalho”, opinou.

Fernanda ressalta que o trabalho é apenas uma esfera na vida e não precisa ser tudo. Ela destaca que há excelentes profissionais que não são apaixonados pelo seu trabalho, mas sim por seus hobbies, como cozinhar para a família, dançar ou cuidar de plantas. “Além disso, há ainda profissionais que descobrem sua paixão em outras áreas ou segmentos. O importante é sempre buscar fazer o seu melhor. Isso torna tudo mais leve”, orientou a professora.

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