Estudo mostra como ensino tem avançado apesar da pandemia

Pesquisa indica como cada país conseguiu prosseguir com as aulas, mesmo diante do fechamento das escolas

São Paulo – Um estudo do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) lançado nesta semana mostra como cada país conseguiu prosseguir com as aulas, mesmo diante do fechamento das escolas durante a pandemia da Covid-19.

Estudo mostra como ensino tem avançado apesar da pandemia  (Foto: Divulgação/gov.br)

Divulgado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), o estudo setorial “Educação e tecnologias digitais: desafios e estratégias para a continuidade da aprendizagem em tempos de Covid-19”, foi apresentada em um webinar, marcado também pelo lançamento das edições 2020 dos livros das pesquisas TIC Domicílios, TIC Educação e TIC Kids Online Brasil.

Dos seus cinco capítulos da publicação, dois são dedicados ao Brasil. Um deles é de autoria de especialistas do Cetic.br|NIC.br. A apresentação do livro é assinada pelo diretor-presidente do NIC.br, Demi Getschko.

A partir do reprocessamento dos dados da pesquisa TIC Educação 2020 referentes às escolas públicas e discutidos no capítulo do Cetic.br, como a falta de dispositivos, computadores e celulares.  O estudo também mostra que o acesso à Internet nos domicílios dos alunos foi um desafio para 93% das escolas públicas no Brasil (o que corresponde a 94 mil instituições).

Outro desafio foi sobre o uso de recursos de tecnologia durante as atividades pedagógicas. Para 63% dos professores das escolas públicas, há falta de habilidade para o uso adequado das ferramentas disponibilizadas.

A medida mais citada pelas escolas públicas para a continuidade do ensino, de acordo com o levantamento, foi o agendamento de dia e horário para que os pais e responsáveis pudessem buscar na escola as atividades e materiais pedagógicos impressos, o que representou 93%.

Assinam os demais capítulos do estudo representantes da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), do Banco Mundial, da Fundação Ceibal (Uruguai), e das universidades: UFBA (Federal da Bahia), de Universidade de Brasília (UnB), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O estudo setorial completo está disponível para consulta na página do Cetic.br

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