No AM, 28 municípios dependem da EaD para acesso ao ensino superior

Boa parte dos municípios possui IDH baixo ou muito baixo, além de serem de difícil acesso, muitas vezes, chega-se apenas de barco

Manaus – No Amazonas, 28 municípios, cerca de 45% do total, dependem exclusivamente da Educação à Distância (EaD) para proporcionar acesso ao ensino superior. Boa parte deles possui IDH baixo ou muito baixo, além de serem de difícil acesso, muitas vezes, chega-se apenas de barco. Além disso, populações indígenas e ribeirinhas, historicamente excluídas do cenário da educação superior, são atendidas pela modalidade EaD no estado. O Amazonas é o estado que concentra a maioria dos indígenas do país (28,98% de população) de acordo com o último censo do IBGE.

(Foto: master1305 / Freepik)

Os polos em Tefé, Fonte Boa, Humaitá, Boca do Acre e Pauini, recebem o tipo de ensino através da Instituição de Ensino à Distância Vitru. Em Pauini, município com IDH de 0,493, considerado muito baixo e com quase 20 mil habitantes, é considerado isolado, acessível apenas pelo rio, e demanda entre 8 e 12h de barco para chegar.

Na cidade, Junior Souza, egresso do curso de matemática, ingressou em sua segunda licenciatura e fez pós-graduação. Hoje, trabalha na sua área de graduação e atua como professor voluntário dando aulas de reforço.

Em Boca do Acre, município de quase 35 mil habitantes e IDH considerado baixo (0,588), Stefany dos Santos, egressa do curso de pedagogia, colou grau em 2023 e atualmente trabalha na escola rural da comunidade, ajudando outras pessoas a transformarem suas realidades através da educação.

No Brasil, há 2.831 municípios onde a única forma de ingressar no ensino superior é por meio da educação a distância. Nesse contexto, a EaD tem se destacado como ferramenta fundamental para promover inclusão social, possibilitar o acesso à educação em regiões remotas, além de atingir um público, em geral, não contemplado pelo ensino tradicional.

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