Nobel de Economia vai para pesquisas sobre o trabalho

Os analistas de universidades dos EUA David Card, Joshua Angrist e Guido Imbens desenvolveram métodos de analisar o mercado

Estocolmo – Três pesquisadores de universidades dos Estados Unidos, David Card, Joshua Angrist e Guido Imbens, ficaram nesta segunda-feira (11) com o Nobel da Economia. Eles fizearm estudos metodológico sobre o mercado de trabalho.

De acordo com a Real Academia de Ciências da Suécia, “os economistas revolucionaram a pesquisa empírica nas ciências sociais e melhoraram significativamente a capacidade da comunidade de pesquisa de responder a perguntas de grande importância” sobre o setor.

Norte-americanos fizeram estudo sobre trabalho (Foto: Real Academia/Divulgação)

Segundo o comitê do prêmio, os economistas premiados neste ano “demonstraram que muitas das grandes questões da sociedade podem ser respondidas”.

“A solução deles é usar experimentos naturais — situações que surgem na vida real que se assemelham a experimentos aleatórios”, disseram os organizadores do Nobel.

David Card, nascido em 1956 no Canadá, ensina economia na Universidade da Califórnia, Berkeley. Ele ficou com metade do prêmio de 10 milhões de coroas suecas (US $ 1,14 milhão) por analisar os efeitos do salário mínimo, da imigração e da educação no mercado de trabalho.

Joshua Angrist, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e Guido Imbens (Universidade de Imbens), receberam juntos a outra metade por apresentarem conclusões sobre causa e efeito de experimentos naturais. A estrutura desenvolvida por eles tem sido amplamente adotada por pesquisadores que trabalham com dados observacionais.

Os outros vencedores do prêmio deste ano foram:

Nobel da Paz: Maria Ressa e Dmitry Muratov;

Nobel de Medicina: David Julius e Ardem Patapoutian;

Nobel de Física: Syukuro Manabe, Klaus Hasselmann e Giorgio Parisi;

Nobel de Química: Benjamin List e David MacMillan; e

Nobel de Literatura: Abdulrazak Gurnah.

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