Sindicato é contra retorno de atividades escolares no Amazonas

Embora o Governo do Estado tenha decretado o retorno das aulas em 1º de julho, categoria se mostrou contra

Manaus – Os trabalhadores da educação devem voltar à escola no dia 1º de julho. A proposta é do Comitê de Crise da Covid-19 que chegou ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), na segunda-feira (22).

De acordo com a presidente do Sinteam, Ana Cristina Rodrigues, a proposta é considerada preocupante. “Somos contra. É uma decisão precipitada”, afirmou.

Ana defendeu ainda a realização de testes para toda a categoria. Além do cronograma de retorno das atividades presenciais, o Sinteam recebeu anexado a ele as recomendações da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) para a retomada gradual das atividades presenciais.

Entre as recomendações da FVS estão a limitação de 50% da capacidade de lotação das salas de aula, respeitando o distanciamento de 1,5 m entre as carteiras ocupadas, os professores do grupo de risco devem desenvolver suas atividades de forma remota, o intervalo/recreio deve ser redefinido para evitar aglomeração, as crianças pequenas não devem compartilhar brinquedos, a escola deve disponibilizar álcool gel a 70% em todos os espaços físicos, deve ser obrigatório o uso de máscaras e outras.

Algumas medidas deverão ser adotadas após o retorno das aulas (Foto: Seduc/Divulgação)

Seduc

Em nota encaminhada na noite de ontem, a Seduc descartou a volta às aulas no começo do próximo mês. De acordo com o texto, “ainda não há data definida para o retorno das atividades presenciais nas escolas estaduais. A pasta já está trabalhando em um planejamento estratégico para a adoção de protocolos de saúde”.