Entidades são contra retorno às aulas

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) reagiu de forma negativa ao anúncio, feito pelo governo do AM, sobre o retorno das aulas presenciais no interior

Manaus – O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) reagiu contra o anúncio do retorno das aulas presenciais no interior no dia 19 de maio feito pelo governador Wilson Lima na manhã desta sexta-feira (14). Ainda não há data para o início da vacinação para os profissionais.

“É contraditório anunciar aulas presenciais e gastar milhões de reais em propaganda pregando duas doses de vacina enquanto que não tem nem data para a vacina iniciar no interior”, disse a presidente do Sinteam, Ana Cristina Rodrigues.

De janeiro até esta sexta-feira (14) quase 160 trabalhadores da educação faleceram em decorrência da Covid-19 na capital e interior.

O Sinteam defende aulas presenciais somente após a imunização completa de todos os trabalhadores da educação que inclui as duas doses da vacina e mais o período de 14 dias recomendado pelas autoridades em saúde para a resposta imunológica do organismo.
Ainda de acordo com o Sinteam, as aulas híbridas só funcionarão para os alunos já que os trabalhadores são obrigados a estarem nas escolas todos os dias.

Já o coordenador geral de Comunicação do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom/Sindical), Lambert Melo, disse que a categoria está escandalizada com o anúncio do governador e que os profissionais irão reagir prontamente ao que eles consideram uma total irresponsabilidade com a vida de jovens estudantes e profissionais do magistério.

“Nós estamos escandalizados com essa decisão absurda. Nós não tivemos em 2021 nenhum contato, nem do secretário de Educação, Luís Fabian, nem do governador Wilson Lima, a respeito dos vários pedidos e documentos que encaminhamos para a Seduc e para o governo do Estado, por meio da Casa Civil, para que nós pudéssemos dialogar sobre as aulas presenciais e como seria esse retorno com a total segurança, mas o governo não quis nos ouvir”.

O deputado Dermilson Chagas (Podemos) também reprovou a decisão, ao ressaltar que o governador estará cometendo um ato de genocídio ao obrigar que alunos e docentes voltem a conviver em sala de aula.

“A maioria dos professores ainda não recebeu nem a primeira dose da vacina. As crianças e adolescentes idem. O vírus P1 ainda circula no estado e, agora, tem outra mutação tão forte quanto, que é o vírus do Reino Unido, e nenhuma providência sanitária foi divulgada para a população”, disse.

Veja vídeo:

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