Ufam diz que bloqueio do MEC afeta pagamento de energia, água e contratos

A universidade publicou uma nota nas redes sociais explicando os impactos dos bloqueios anunciados pelo MEC

Manaus – A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) publicou uma nota sobre os cortes anunciados pelo governo federal na área da educação. O bloqueio de verbas para as instituições de ensino do país chegam a mais R$ 627 milhões de recursos. A Ufam foi afetada com o déficit de cerca de R$ 6,2 milhões.

(Foto: Sandro Pereira / Arquivo GDC)

Os cortes, segundo o governo federal, são para se adequar ao limite do teto de gastos. Mais de 200 mil bolsistas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) ainda não receberam o pagamento este mês. O bloqueio das verbas impactam também serviços vinculados as universidade, como hospitais universitários do país.

A Ufam afirmou que o corte de verba afeta o pagamento de água, energia, telefonia e contratos.

Leia nota na íntegra:

“O bloqueio orçamentário imposto pelo Governo Federal no último dia 1º de dezembro, impede que a Universidade consiga arcar com o pagamento de contas de água, luz, telefonia e contratos de serviços de trabalhadores terceirizados, além de bolsas de ensino, pesquisa e extensão para os estudantes e diárias para atividades acadêmicas. Seu impacto é ainda mais complexo para as contas da Universidade se comparados aos cortes anteriores, pois além do bloqueio de recursos a serem empenhados, foram suspensos todos os repasses de recursos financeiros comprometidos com serviços e compras já executados e aptos para pagamento em dezembro de 2022. A Ufam foi afetada por um déficit de cerca de R$ 6.221.630,00 milhões e somado ao corte efetuado em junho, esse comprometimento perfaz uma redução de R$ 13.582.419,02 no orçamento deste ano que, sendo mantida, impactará drasticamente o orçamento de 2023, o qual já está previsto para ser 20% inferior ao de 2022. Neste momento, a Ufam empreende todos os esforços junto ao Ministério da Educação (MEC), com vistas a minimizar os impactos e propor soluções para recomposição do orçamento e liberação dos recursos financeiros.”

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