Universidades da Europa atraem cada vez mais brasileiros para pós-graduação

No continente europeu, quem busca uma formação depois da faculdade voltada para o mercado de trabalho costuma optar pelos cursos de mestrado com ênfase no âmbito profissional

São Paulo – Com instituições de ensino de prestígio, diversidade cultural e cursos com preços competitivos, o Velho Continente atrai brasileiros em busca de uma pós-graduação. Na Europa, não há oferta de especializações nos moldes do Brasil. Quem busca uma formação depois da faculdade voltada para o mercado de trabalho costuma optar pelos cursos de mestrado com ênfase no âmbito profissional – há uma diferenciação entre os mestrados acadêmicos e profissionais.

Na França, por exemplo, há os chamados Master Professionnel e Master Recherche. O primeiro é uma especialização que prevê estágios práticos perto do fim do curso, enquanto a segundo é uma formação de pesquisa, comparável a um mestrado do Brasil.

Embora a educação de cada lugar tenha características únicas, 29 países europeus assinaram em 1999 o Processo de Bolonha, documento prometendo reformas para integrar seus sistemas de ensino superior. Assim, alguns aspectos são comuns, como a subdivisão dos mestrados com enfoque profissional ou acadêmico.

Época e custo

Os cursos na Europa se iniciam em setembro ou outubro, com raras exceções de opções em abril. A duração dos mestrados é, em geral, de dois anos, mas são módulos independentes. Em alguns países, os brasileiros conseguem entrar diretamente no segundo ano. Em muitas instituições não há limites de vaga: elas aceitam quem estiver de acordo com os requisitos do curso. Portanto, é comum haver turmas com mais de 200 alunos.

Nas faculdades públicas, o valor costuma ser subsidiado, mesmo para estrangeiros, o que torna o estudo mais barato do que um semelhante nos Estados Unidos. Estar na Europa atrai ainda aqueles que gostam de viajar, pois é barato, rápido e sem burocracias viajar pelo continente todo.

Língua faz de Portugal um dos destinos mais procurados pelos acadêmicos brasileiros (Foto: Divulgação/Universidade de Coimbra)

Quem deseja ir ao Velho Continente se especializar precisa se preparar com antecedência média de seis meses a um ano, recomendam consultores da área. Além de ter o passaporte em dia, com validade excedendo o período da estada, será necessário organizar documentos, como diploma e histórico com traduções juramentadas (ou com Apostila de Haia, um tipo de reconhecimento em cartório exigido por Portugal), cartas de recomendação, carta de motivação, certificados de língua estrangeira e seguro-saúde.

O trabalho para vencer a burocracia costuma recompensar. Para quem retorna ao País, o mercado brasileiro tem em alta consideração as instituições de ensino europeias. Fazer um curso e, em alguns casos, um estágio obrigatório também abre as portas para quem deseja permanecer no exterior. Assim, muitas vezes o mestrado é a porta de entrada para um trabalho qualificado em terras estrangeiras.

Em cursos fora do Brasil, o Ensino Superior tem até três níveis

Existem três níveis de Ensino Superior no exterior. A Licenciatura é a graduação com diplomas semelhantes ao de bacharel, de licenciado ou de tecnólogo no Brasil. A duração é de três anos, mas há carreiras em que o mestrado é obrigatório para o profissional atuar (caso dos engenheiros).

No Mestrado, existem dois tipos de curso: um voltado para pesquisas acadêmicas (que abre caminho para o doutorado) e outro voltado para o mercado de trabalho. O mestrado dura entre um e dois anos

Já no doutorado o enfoque é semelhante a esse curso no Brasil. O doutorado tem o objetivo de formar pesquisadores.

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