Atletas se preparam para edição especial da Travessia Almirante Tamandaré

A prova faz parte da programação do Rio Negro Challenge, que será disputado nos dias 12 e 13 de dezembro

Manaus – Atravessar o Rio Negro a nado é uma tarefa encantadora e igualmente desafiadora para qualquer atleta. Mas para as veteranas Jéssica Santos, 34, e Yuri Sasai, 50, o rio de águas escuras já é como se fosse uma espécie de “segunda casa”. Elas contam como está sendo a preparação para participar da edição especial da Travessia Almirante Tamandaré, que em 2020, completará nada menos que 50 anos de existência. A prova faz parte da programação do Rio Negro Challenge, que será disputado nos dias 12 e 13 de dezembro.

(Foto: Leanderson Lima)

No dia 12 (sábado) haverá a disputa do Relay (revezamento), quando equipes de três atletas vão nadar – cada um – a distância de 500m. No domingo, 13, serão realizadas as provas de 2 quilômetros e 4 quilômetros, além da travessia, que tem a distância de 8,5 quilômetros, em linha reta. As inscrições estão abertas no site www.rionegrochallenge.com.br

Jéssica Santos é de uma época menos “ecológica” da prova. Do tempo em que os guias usavam pequenos barcos a motor para acompanhar os atletas. Ela conta que já nem lembra mais quantas vezes já participou da Travessia Almirante Tamandaré. “Eu faço a travessia desde criança, então faz tempo que já perdi a conta. É uma prova que mora no coração. Como atleta foi o primeiro grande desafio que tive na vida. Só os treinos já eram emocionantes”, lembra Jéssica, que entre os grandes feitos da carreira foi campeã mundial de Aquathlon.

Sasai, que também é triatleta e já foi campeã brasileira nos 100 metros borboleta, conta que está indo para a sua quinta travessia. Ela participou de todas as edições da prova, desde 2016, quando passou a fazer parte da programação do Rio Negro Challenge. Naquele ano, ela foi a grande campeã aos 46 anos, se tornando recordista como a mais mulher mais velha a vencer a Almirante Tamandaré, sob a gestão do Rio Negro Challenge.

 “Eu foco nos três últimos meses antes da prova. Mas durante o ano a gente pedala, corre e nada. Quando são os últimos três meses antes da prova, eu deixo um pouco de lado corrida e o pedal, mas continuo fazendo”, conta.

Triathlon

Praticantes de triathlon, elas revelam como a modalidade ajuda na preparação para a travessia. “Toda atividade física te dá preparo físico, e vai trabalhar musculaturas diferentes. Cada modalidade trabalha musculaturas que talvez você não chegasse a trabalhar só nadando. E também porque a gente é acostumada a superar desafios no triatlo. Então a travessia é um desafio, mas não é algo assim tão difícil para quem já fez um meio Ironman ou provas longas. Então ajuda nesse sentido”, opina Jéssica.

“Acho que a bicicleta ajuda bastante, corrida, e tem a questão psicológica, então a gente (os triatletas), teoricamente já têm o psicológico mais apurado, porque tem que ter uma cabeça boa para atravessar a Almirante Tamandaré. Não é assim de um dia para a noite”, pontua Sasai.

Anúncio