Copa tem quatro jogos nesta segunda; Portugal faz duelo decisivo

No grupo A, Uruaguai e Rússia disputam liderança. No grupo B, Espanha luta pelo primeiro lugar da chave. Portugal aposta em Cristiano Ronaldo para se classificar. Egito faz ‘duelo dos eliminados’

Manaus – Retrospecto Líder do Grupo A com 100% de aproveitamento após duas rodadas e com o melhor ataque da chave, russos enfrentam o Uruguai, na manhã desta segunda-feira (25), dispostos a superar campanha da França, de 1998. Pelo Grupo B, na decisão por uma vaga às oitavas, Cristiano Ronaldo enfrentará os comandados de seu ex-mentor no futebol, às 14h (de Manaus).

Salah se despedirá do Mundial (Getty Images/Fifa)

Embalada, Rússia planeja fazer história como anfitriã

A Rússia iniciou a Copa do Mundo em casa sob desconfiança e o medo de dar vexame e ser eliminada na primeira fase. Nos dois primeiros jogos, afastou os fantasmas e pela primeira vez desde o fim da União Soviética, em 1991, avançou a um mata-mata.

Mas os russos podem conseguir algo ainda maior: a melhor campanha da história de um anfitrião na etapa de grupos de um Mundial.

O posto até hoje pertence à França, em 1998. Naquela ocasião, venceu seus três jogos, anotou nove gols e sofreu apenas um, terminando com nove pontos e saldo positivo de oito. Ao fim do torneio se sagrou campeã, sendo a última anfitriã a obter tal feito.

Nesta segunda-feira, às 10h (de Manaus), os russos entram na partida contra o Uruguai, em Samara, com duas vitórias, oito gols marcados e um sofrido. Assim, com um triunfo por dois gols de diferença, serão isolados os melhores anfitriões da história. Anotando dois ou mais gols, também terão o melhor ataque.

Ser anfitrião de um Mundial ajuda, mas os números provam que ter uma campanha com 100% de aproveitamento é algo bastante raro.

Nas 16 vezes anteriores que a Copa foi disputada com cada seleção fazendo três jogos em seu grupo, somente em três oportunidades os donos da casa venceram todas: Alemanha, em 2006, França em 1998, e Itália, em 1990.

Já classificado também, o Uruguai aposta em sua defesa para tentar segurar o ímpeto russo. Ao lado da Croácia é a única seleção que não sofreu gols nas duas rodadas – só uma vitória dá a primeira colocação do grupo aos uruguaios.

Salah se despedirá do Mundial (Getty Images/Fifa)

Egito e Arábia Saudita fazem ‘duelo dos eliminados’

Arábia Saudita e Egito, nesta segunda-feira, às 10h (de Manaus), em Volgogrado, o jogo de despedida da Copa do Mundo da Rússia. As duas equipes não têm mais chances de se classificar, pelo Grupo A, já que não pontuaram e duelam para cumprir tabela antes de retornar aos seus países.

O Egito era uma das seleções que mais criaram expectativas, graças ao craque Mohamed Salah, do Liverpool-ING, mas o sonho de avançar às oitavas de final do Mundial não teve sequência. Em dois jogos, duas derrotas. Os egípcios primeiro sofreram um revés para o Uruguai e em seguida, na estreia do atacante Salah após voltar de contusão, sofreram uma derrota, por 3 a 1, para a anfitriã Rússia.

Por outro lado, a Arábia Saudita tentará quebrar um jejum de 24 anos sem vencer em Copa do Mundo. A última vitória foi em 29 de junho de 1994, quando bateu a Bélgica, por 1 a 0. Nas duas rodadas anteriores deste Mundial, os sauditas perderam de 5 a 0 para a Rússia e depois, por 1 a 0, para o Uruguai.

Para o técnico Héctor Cúper, apesar das duas derrotas, o Egito teve bom desempenho neste Mundial. “Jogamos um bom campeonato. Muitos falarão que não, mas jogamos um bom futebol. Fizemos o que podia ser feito. Cometemos erros e já analisamos. Queremos encerrar com vitória”, disse.

No Mundial, CR7 marcou os únicos gols de Portugal em um empate e vitória (Foto: Seleção Portuguesa/Twitter)

Portugal reencontra ‘antigo técnico’ contra Irã

Isolado em um canto do campo do centro de treinamento Saturno, em Kratovo, a 40 quilômetros de Moscou, o técnico de Portugal Fernando Santos parece pensativo, enquanto assiste ao aquecimento dos seus jogadores. Na roda de bobinho, um bem humorado e sempre competitivo Cristiano Ronaldo ameaça discutir com o zagueiro Pepe quando perde uma das rodadas.

Na véspera do mata-mata antecipado contra o Irã, nesta segunda-feira, às 14h (de Manaus), em Saransk, pela última rodada do Grupo B, os portugueses vivem um clima de alegria e tensão. A vitória pode levar à primeira colocação do grupo. Uma derrota seria a volta para casa, prematura e diante de um patrício –e, por sinal, um grande conhecedor do futebol português e de Cristiano Ronaldo.

Carlos Queiroz, técnico do Irã, dirigiu Portugal na Copa de 2010, na África do Sul, e revelou uma série de portugueses, entre eles Luís Figo, Rui Costa e Vitor Baía. Em seus trabalhos para a Federação Portuguesa de Futebol, Queiroz venceu o Mundial Sub-19, em 1989, e o Sub-20, em 1991. Como técnico principal, passou por times dos Estados Unidos e um ano no Real Madrid, em 2003 e 2004. Foi assistente no Manchester United, quando o clube inglês ganhou a Liga dos Campeões, em 2002/2003.

Ao norte do Canal da Mancha, em Old Trafford, Queiroz era considerado um pai por Ronaldo. Foi o atual treinador do Irã, então, auxiliar de Ferguson, em Manchester, que ajudou a lapidar o craque, quando ele mudou de Portugal para a Inglaterra.

Hoje, a matemática que envolve a partida em Saransk é simples. Portugal, para não se preocupar com o resultado do jogo entre Espanha e Marrocos, se classifica com um empate ou vitória. Um triunfo simples do Irã o coloca nas oitavas de final do Mundial.

Os asiáticos podem ser até o primeiro do Grupo B, se a Espanha não vencer Marrocos, em Kaliningrado. Sobre CR7, o técnico do Irã tem uma reflexão crítica em relação à participação do craque na Copa de 2010, na África do Sul. “Aqui ele está em sua plenitude. Lá, não tive essa sorte”, afirmou o técnico português.

Artilheiro da Espanha na Copa, Diego Costa é a esperança de gols (Foto: Seleção Espanhola/Twitter)

Espanha, de ‘odiado’ capitão Sergio Ramos, briga por vaga

A seleção do Marrocos contará com dois grandes reforços para o duelo com a Espanha, hoje, em Kaliningrado. Ao menos na torcida. Fãs do Liverpool-ING e do Egito, provavelmente, estarão ligados no jogo para se juntar aos marroquinos, com atenção especial em secar um espanhol: Sergio Ramos.
Desde que participou do lance que lesionou Mohamed Salah e o tirou da partida na última final da Liga dos Campeões, vencida, em maio, por seu Real Madrid, sobre o Liverpool do egípcio, Ramos é certamente um dos atletas mais odiados do mundo. E ele não faz questão de reverter essa imagem.
Só nas últimas semanas, o capitão da Espanha rebateu declarações de Roberto Firmino, companheiro de Salah no Liverpool, de Diego Armando Maradona e discutiu em campo com o técnico português do Irã, Carlos Queiroz.

Antes mesmo da Copa começar, Firmino disse que Ramos foi “idiota” tanto no lance que originou a lesão de Salah como na trombada com o goleiro do clube inglês Karius, que teve uma concussão durante a partida, mas que não pode ser creditada ao choque entre os dois.

O episódio com Maradona envolveu uma declaração do ídolo argentino de que o zagueiro do Real Madrid não é um craque, como por exemplo, é o uruguaio Diego Godín. Ramos respondeu dizendo que respeita Maradona, mas que o maior jogador da história da Argentina é Messi.

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