Cristiano Ronaldo faz três, iguala marca de Pelé e leva Portugal ao empate contra Espanha

Com três gols, o camisa sete comandou a seleção portuguesa no empate diante da Espanha por 3 a 3, nesta sexta-feira (15), no estádio Olímpico Fisht, em Sochi, pela primeira rodada do Grupo B

SOCHI, RÚSSIA – Cristiano Ronaldo, 33, mostrou novamente por que é candidato para ganhar o prêmio de melhor jogador do mundo pela sexta vez na carreira. Com três gols, o camisa sete comandou a seleção portuguesa no empate diante da Espanha por 3 a 3, nesta sexta-feira (15), no estádio Olímpico Fisht, em Sochi, pela primeira rodada do Grupo B.

Cristiano Ronaldo comemora gol de Portugal durante partida contra Espanha jogo valido pela primeira rodada do grupo B da Copa do Mundo Russia 2018. (Foto: William Volcov/Brazil Photo Press/Folhapress)

O atacante, que teve pela frente no início do jogo pelo menos três jogadores de seu atual time, o Real Madrid, foi decisivo nos principais momentos da partida. Logo aos 3 minutos, recebeu passe na intermediária, invadiu a área e foi derrubado por Nacho. Ele cobrou o pênalti com categoria e abriu o placar.

Nos acréscimos do primeiro tempo, quando a Espanha já havia empatado em belo gol do brasileiro naturalizado espanhol Douglas Costa e controlava a posse de bola, o português apareceu novamente e contou com a falha do goleiro De Gea, que não conseguiu segurar um chute da entrada da área.

Ele voltou a aparecer aos 43 minutos do segundo tempo, quando cobrou falta com categoria e colocou no ângulo para definir o placar da partida em 3 a 3. A Espanha havia empatado com o próprio Diego Costa, aos 9 minutos da etapa complementar, e virado pouco depois em um belo gol de Nacho, que finalizou de primeira de fora da área. A bola ainda tocou na trave antes de entrar.

Com os três gols marcados, Cristiano Ronaldo chegou a seis em Copas do Mundo. Nos três mundiais anteriores que disputou, ele havia feito apenas três: em 2006 (contra o Irã), em 2010 (diante da Coreia do Norte) e em 2014 (contra Gana). Assim, igualou Pelé e os alemães Uwe Seeler e Klose, os únicos a marcarem gols em quatro mundiais consecutivos.

Nas três oportunidades anteriores, Portugal alternou boas e más campanhas nos mundiais. Há quatro anos, foi eliminado na primeira fase em um grupo com Alemanha e Estados Unidos. Na África do Sul, parou na própria Espanha nas oitavas de final, enquanto na Alemanha ficou na quarta colocação.

Neste ano, o português já havia brilhado na campanha do Real Madrid na conquista da Liga dos Campeões. Ele terminou a competição com 15 gols -cinco a mais do que Salah, Mané e Firmino, todos do Liverpool, vice-campeão europeu.

Assim, ele se torna cada vez mais favorito para ganhar o prêmio de melhor do mundo pela sexta vez e passar o argentino Messi, que tem cinco conquistas. Ele, porém, terá que levar a seleção portuguesa o mais longe possível neste mundial, provavelmente o seu último na carreira. O país tem como melhor desempenho a terceira colocação em 1966.

Já a Espanha, que era apontada como uma das favoritas ao título, manteve o seu estilo de valorizar a posse de bola e controlar o jogo. A “Fúria” trocou de treinador dois dias antes da estreia. Na quarta-feira (13), a Real Federação Espanhola demitiu o técnico Julen Lopetegui, que estava invicto no cargo há 20 jogos.

Ele foi demitido após não comunicar os dirigentes da entidade que havia acertado para assumir o Real Madrid após a Copa do Mundo. No banco de reservas, ficou o ex-zagueiro Fernando Hierro, que exercia o cargo de diretor de seleções -mesma função de Edu Gaspar na equipe brasileira.