Modric lidera Croácia diante da Dinamarca, neste domingo

Duelo europeu terá em campo o camisa 10 do Real Madrid contra o artilheiro do RB Leipzig, da Alemanha. Jogo será ocorre às 14h (de Manaus), em Nijni Novgorod, pelas oitavas de final da Copa

Nijni Novgorod – Batalha, guerra e duelo são palavras de cunho bélico que costumam fazer parte do vocabulário do futebol para se referir a uma partida entre duas equipes. Para Luka Modric, 32, capitão da Croácia que enfrenta, neste domingo, a Dinamarca, às 14h (de Manaus), em Nijni Novgorod, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, essas palavras transcendem o uso ilustrativo.

Modric tem feito a diferença no meio-campo da Croácia. (Foto: Divulgação)

Nascido em uma pequena vila chamada Modrici (que também é o plural de Modric, em croata), o pequeno Luka e sua família tiveram de se mudar quando estourou a guerra pela independência da Croácia, no início dos anos 1990.

A caminhada rumo ao estrelato no futebol começou em meio a esse ambiente, quando entrou ainda criança nas categorias de base do clube local, o NK Zadar.

Para que o menino pudesse realizar o sonho de se tornar jogador, a família abriu mão de se mudar da cidade, mesmo com os constantes ataques e a ameaça de perseguição dos sérvios.

Aos 12 anos, ele tentou uma chance no clube de coração, o Hadjuk Split, mas foi rejeitado por considerarem que era franzino demais.

Quando completou 15 anos, conseguiu uma transferência para o Dínamo Zagreb. Se profissionalizou pela equipe, mas os dirigentes ainda não o viam como pronto para integrar o time mais vitorioso do país.
Foi emprestado ao Zrinjski Mostar, da Bósnia-Herzegóvina, que tinha uma liga considerada das mais ferozes da Europa, caracterizada pelo excesso de contato físico.

Escolhido o melhor jogador do campeonato bósnio, retornou ao Dínamo para ser emprestado novamente, dessa vez a outro clube croata, o Inter Zapresic, nos subúrbios de Zagreb. Liderou a equipe a um vice-campeonato inédito.
Em 2008, após se destacar no cenário local, se transferiu para o Tottenham (ING), onde seu futebol ganhou projeção mundial. O bom desempenho no Campeonato Inglês o levou ao Real Madrid.

Na Espanha, demorou para engrenar. Hoje, porém, é um dos melhores meios-campistas do mundo e camisa 10 da equipe que conquistou quatro Ligas dos Campeões nos últimos cinco anos.

Autor de dois gols nesta Copa e grande figura da classificação na liderança do Grupo D, o croata veste a braçadeira de capitão e tem ascendência sobre os companheiros, mas não irá “liderar as tropas”, nem “conduzir a seleção à batalha” contra a Dinamarca.

Luka Modric quer, assim como todos, triunfar no Mundial, mas sem perder de vista o que o futebol sempre foi para ele: um espaço para se divertir. Assim como era o estacionamento do hotel em Zadar, enquanto a guerra acontecia ao redor.

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