Catar proíbe venda de cerveja ao redor dos estádios da Copa do Mundo

Único local em que haverá venda de cervejas para “torcedores comuns” será no Fifa Fanfestival

Catar – As autoridades do Catar e da Fifa anunciaram nesta sexta-feira (18), a dois dias do jogo de abertura da Copa do Mundo 2022, que está proibida a venda de cerveja e de outras bebidas alcoólicas ao redor dos estádios das partidas. O Mundial começa no domingo (20) com o duelo dos donos da casa diante do Equador.

(Foto: Reprodução – Twitter @Budweiser)

A Fifa divulgou comunicado explicando que a decisão. Ainda segundo a entidade, o único local em que haverá venda de cervejas para “torcedores comuns” será no Fifa Fanfestival, e apenas numa janela de seis horas, entre 19h e 1h. Inclusive, um copo de meio litro custa quase R$ 75 (ou US$ 14), a cerveja mais cara da história das Copas do Mundo.

“Diante das conversas mantidas entre as autoridades do país organizador e da Fifa, foi tomada a decisão de concentrar a venda de bebidas alcoólicas nas fan zones [pontos de encontro oficiais no Catar para a torcida assistir às partidas em telões], outros lugares de encontro dos torcedores e nos locais que disponham de licença, e eliminar os pontos de venda de cerveja no perímetro dos estádios da Copa do Mundo”, diz o comunicado.

Anteriormente, a Fifa tinha um acordo com o governo do Catar, país que não permite a livre venda de álcool, para que, nos estádios, fosse possível o consumo de cerveja, decisão que foi revogada nesta sexta-feira (18). Neste momento só haverá venda de cerveja sem álcool – do mesmo fabricante, ao preço de R$ 45.

A resolução pode gerar um problema importante para a Fifa, já que um dos principais patrocinadores do torneio é a companhia americana Budweiser. A cervejaria, mais cedo, publicou apenas uma mensagem no Twitter com comentário sobre o assunto. “Bem, isso é um incômodo”, afirmou o perfil da companhia.

Segundo o jornal britânico The Times, a Budweiser, que é a patrocinadora máxima da Copa, poderia exigir uma indenização milionária por não obter a visibilidade desejada nem poder vender os produtos nos palcos das partidas do Mundial.

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