Corredora da Somália faz pior tempo da história e é investigada

Presidente da federação de atletismo é afastado após descobrirem que ele é tio da jovem que fez a prova

China- O desempenho da atleta Nasra Ali Abukar, na prova de 100 metros nos Jogos Mundiais Universitários em Chengdu, na China, na última terça-feira (1°), viralizou nas redes sociais e causou uma crise institucional na Somália.

(Foto: Reprodução/ Twitter)

A jovem de 19 anos completou a prova mais nobre do atletismo em 21s81 – o pior tempo registrado da história dos jogos, segundo informações da imprensa internacional.

A brasileira Gabriela Mourão, que finalizou a prova na primeira colocação, percorreu a distância em 11s58, mais de dez segundos antes de Nasra.

O clipe mostrando o péssimo desempenho da atleta africana viralizou nas redes. Antes do início da prova, ela parece olhar para os lados, tentando imitar a posição das adversárias, e logo no início da disputa, as demais velocistas já constroem uma distância considerável de Nasra.

Após a repercussão negativa, foi descoberto que a corredora é sobrinha de Khadijo Aden Dahir, presidente da Federação de Atletismo da Somália, que dias antes da competição, parabenizou a familiar nas redes sociais pela convocação ao torneio.

Nesta quarta-feira (2), o Ministério da Juventude e dos Esportes do país anunciou a suspensão de Khadijo do cargo, que será investigado por “abuso de poder, nepotismo e difamar o nome da nação internacionalmente”.

O próprio órgão também confirmou que Nasra foi identificada como “não sendo uma esportista ou corredora”. A Associação de Universidades da Somália também corroborou com a informação, dizendo que não enviou representantes para a competição.

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