Dia de expectativas para o futebol do Amazonas

Duas chapas, de oposição e situação, disputam, hoje, a partir das 14h, a presidência da Federação Amazonense de Futebol (FAF) para o quadriênio 2019-2022

Manaus- Um novo capítulo na história do futebol amazonense poderá ser escrito, hoje, ao término da eleição para a presidência da Federação Amazonense de Futebol (FAF). A partir das 14h, clubes afiliados e as ligas do interior se reúnem na sede da FAF para elegerem uma das duas chapas concorrentes para o quadriênio 2019-2022.

Presidente Dissica ao lado do ex-presidente afastado da CBF, Marco Polo Del Nero. (Foto: Divulgação)

A de oposição, encabeçada pelo ex-diretor de futebol do Nacional Borbense e São Raimundo, Mario Ivan, e a de situação, do atual presidente Dissica Valério Tomaz, que rege a FAF há 30 anos, estão no pleito. E quem for eleito ganhará o repasse de R$ 75 mil, por mês, da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

“Eu acredito que nós (clubes e chapas) saíremos vencedores. Conheço a turma do interior e sei bem como funciona. Estamos contando com o apoio das ligas para conquistarmos essa vitória e enfim mudarmos a história do nosso futebol”, declarou Mário Ivan, candidato da oposição.

Em entrevista publicada no site Sports Manaus (www.sportsmanaus.com.br), Dissica Tomaz, que não tinha opositor nas duas eleições passadas (2010 e 2014), viu como democrática a presença da chapa rival. “Acho um direito legítimo de cada um deles, acho saudável isso”, afirmou.

O cartola aproveitou para falar do ‘visado’ repasse feito mensalmente pela CBF à FAF. “Nós sobrevivemos aqui do repasse que vem da CBF no valor de R$ 75 mil, mas andaram dizendo que era R$ 80 mil, o que não é verdade. Com isso, mantemos essa estrutura toda que todos podem ver sendo 14 funcionários na sede e mais três no TJD/AM, com total de 17 pessoas. E ainda tem luz, impostos, manutenção e outras despesas”, explicou.

Dissica também revelou o novo plano de trabalho, caso seja eleito. “Entendo que a federação tem obrigação de buscar (patrocínios) junto aos órgãos de governo, fazer projetos e pleitear ajuda aos seus filiados. Isso é o que vamos fazer logo após as eleições”, finalizou.

Para os torcedores do futebol local, o pleito divide opiniões. “Acredito que as coisas mudem, mas só se o Dissica for derrotado. Não dá para continuar assim”, disse o torcedor do Rio Negro, Rogério Carmo.

Já o torcedor do Princesa do Solimões, Celestino Nascimento, está pessimista com o resultado. “Não muda, independente de quem ganhe”, disse.