Fajardo lembra: ‘temos que nos estruturar’

Treinador do Gavião do Norte pediu que o clube busque estrutura para seguir cade vez melhor, após a vitória contra o Caxias-RS, no último sábado (20)

Manaus – Ao término da vitória por 3 a 0 sobre o Caxias-RS, no último sábado (20), o gramado da Arena da Amazônia foi invadido por jogadores e pela comissão técnica do Manaus FC que, em um ato de agradecimento, fizeram uma ‘volta olímpica’, aplaudindo os 44.121 mil torcedores presentes.

Visivelmente emocionado em ter conquistado o principal objetivo da temporada esmeraldina, o acesso para a Série C do Campeonato Brasileiro, Wellington Fajardo, treinador da equipe manauara, sentiu a obrigação de agradecer o público presente. “Coisa linda de mais gente (a Arena lotada). Só tenho que agradecer esse apoio. Essa torcida. Foi bom demais”, disse, enquanto corria e aplaudia os torcedores.

O comandante do Gavião do Norte também afirmou que o que acontece fora de campo não influencia em uma partida de 180 minutos. Na partida de ida, torcedores do time Grená soltaram foguetes e dispararam alarmes em torno do hotel. Na madrugada de sábado, em Manaus, a torcida manauara ‘deu o troco’. Para Fajardo, futebol é resolvido nas quatro linhas. “Não foi nada de resposta. Concentramos e conseguimos jogar bola. Tai o resultado, vencemos no agregado por 3 a 1. Futebol é no campo”, afirmou o técnico do Manaus.

Ainda em clima de festa com os jogadores, o comandante do Gavião do Norte garantiu que a adaptação ao Estado e, principalmente, a capital amazonense aconteceu devido a identificação de Fajardo com a cultura local. O treinador espera que que, agora, com o acesso o clube possa se estruturar ainda mais para 2020. “Isso é bom demais (ao apontar o estádio cheio). O pessoal tem que vir conhecer o Amazonas. Gente simples, humilde. É do jeito que fui criado. Fico feliz de ter dado uma parcela de contribuição no futebol local e espero que agora, subindo, o clube se estruture para o ano que vem e, assim, permaneça na Série C e suba para a B e siga para a Série A do Brasileiro”, disse.

O jogador Rossini com o técnico do Manaus FC, Wellington Fajardo (Foto: Yago Frota)

Na reta final do jogo, Fajardo, algumas vezes, limpou os olhos. ‘Lágrimas não, conjuntivite’

Entre um afago a um jogador e outro, o treinador deu um abraço forte em Rossini, aparentemente, com os olhos marejados. Na reta final da partida, já nos acréscimos, Fajardo, por diversas vezes, limpou os olhos. O treinador do Gavião do Norte foi questionado pelo GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC), se as lágrimas eram choro de felicidade. Feliz, e com um largo sorriso no rosto, garantiu se tratar apenas da recuperação de uma conjuntivite, desfocando. “Não rapaz, eu não choro, não. A lágrima é coincidência com o dia. Por hoje (sábado), pense num homem feliz”, afirmou, para continuar sua ‘volta olímpica’.

Com o acesso garantido, agora, o Manaus FC segue sua saga pela conquista do título inédito da Série D do Brasileiro. O adversário do Gavião na semifinal será a equipe da Jacuipense-BA que venceu o Floresta por 1 a 0. Nesta segunda, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) define os locais, horários e dias dos jogos.