Figo vê Portugal ‘muito dependente’ de Cristiano Ronaldo

Para a estreia de Portugal, nesta segunda-feira, contra a Alemanha, em Salvador, Figo disse esperar um jogo bastante complicado. 

Rio de Janeiro – Ex-capitão da seleção portuguesa, Luis Figo disse neste sábado (14), em evento social de que participou, em Teresópolis, que Portugal tem condições de fazer no Mundial do Brasil sua melhor campanha na história das competições.

Em 2006, quando dirigida por Luiz Felipe Scolari, a equipe chegou à fase semifinal da Copa e acabou em terceiro lugar, eliminada pela França. Figo, porém, fez uma ressalva: que a seleção depende muito de Cristiano Ronaldo.

“Ao contrário do Brasil, que não tem apenas Neymar e dispõe de outros jogadores de muita qualidade, Portugal é muito dependente de Cristiano Ronaldo e não sabemos quais são as condições físicas dele”, afirmou.

Para a estreia de Portugal, nesta segunda-feira, contra a Alemanha, em Salvador, Figo disse esperar um jogo bastante complicado. Ele apontou os alemães como favoritos, mas declarou ter esperanças de um bom resultado para o time comandado por Paulo Bento. “A Alemanha é muito forte, mas Portugal cresce quando enfrenta adversários assim”, ressaltou.

O ex-craque, que encerrou a carreira em 2009 e é o recordista de jogos pela seleção (127 vezes), disse que não via motivos para criticar a organização do Mundial. “Há lacunas, coisas normais que sempre acontecem em grandes eventos. Normalmente na Europa nós temos uma imagem pior do que a realidade daqui.”

Ele declarou ainda que o Brasil e o futebol vivem um momento especial e único. “As pessoas têm que desfrutar ao máximo. É um evento que vai ficar para a história do Brasil, independentemente dos problemas do País.”

Figo também falou sobre o polêmico lance do pênalti a favor do Brasil na vitória sobre a Croácia, na abertura da Copa. Afirmou que não houve a falta sobre Fred. Depois, brincou: “Mas se eu fosse brasileiro, não diria isso, seria parcial”.

Ele não quis arriscar palpite sobre quem poderia ser o craque do Mundial. “Cristiano Ronaldo, Messi e Neymar vieram de uma temporada muito dura pelos seus clubes. Têm de ver como vai ser a sequência deles no aspecto físico”.

Muito assediado por crianças e adolescentes na Casa da Imprensa, no restaurante Sain’t Gallen, e depois, na Casa de Portugal, locais próximos ao centro de Teresópolis, Figo disse que, se Portugal não ganhar o título, “vai torcer naturalmente pelo Brasil”.

A Greenday, marca de sucos do grupo Arbor Brasil, patrocinou o projeto lançado na cidade serrana do Rio, que vai contemplar 300 crianças de Teresópolis para disputas de jogos de futebol de curta duração, em três categorias. As crianças escolhidas têm de 9 a 14 anos.

O campeão de cada categoria vai participar de uma temporada de treinos na escolinha do Barcelona, no Rio. O evento começou neste sábado e se estende até o próximo dia 22. O grupo Arbor faz parceria com o Dream Football, projeto de inclusão social idealizado por Figo.

Anúncio