Franz Beckenbauer, suspenso pela Fifa, não viajará ao Brasil

A suspensão ocorreu após o ex-jogador se recusar a depor sobre as alegações de corrupção.

Frankfurt – O ídolo do futebol alemão Franz Beckenbauer decidiu não viajar ao Brasil, após ser suspenso pela Fifa por supostamente ter se recusado a depor sobre as alegações de corrupção na escolha do Catar como sede da Copa do Mundo de 2022.

“A Copa do Mundo está excluída para mim, eu vou renunciar a minha viagem prevista ao Brasil. Parto do princípio de que não sou mais bem-vindo pela Fifa”, declarou Beckenbauer, de 68 anos, ao jornal alemão Bild.

Beckenbauer, convidado de honra de todas as Copas do Mundo e presidente do comitê de organização do Mundial da Alemanha-2006, gostaria de assistir no Brasil as partidas das semifinais.

Mas, na sexta-feira, a Fifa suspendeu o ex-jogador de qualquer atividade relacionada ao futebol por 90 dias, depois que ele se recusou a depor sobre as alegações de corrupção na escolha da Rússia para sediar a Copa do Mundo de 2018 e o Catar a de 2022.

A Federação Internacional não menciona em seu comunicado a investigação liderada por Michael J. Garcia, ex-promotor federal de Nova York, mas, foi a pedido deste último que Beckenbauer foi suspenso por falta de cooperação.

“A infração potencial está relacionada à falta de cooperação por Franz Beckenbauer no contexto de uma investigação da Comissão de Ética, apesar dos repetidos pedidos de ajuda”, disse a Fifa, sem nunca mencionar explicitamente o assunto da investigação.

Beckenbauer ironizou a decisão de suspensão, em comentário na sexta-feira ao canal Sky, da Alemanha, onde trabalha como comentarista.

“Primeiro olhei a data. Achei que era 1º de abril e que era uma brincadeira”, comentou, acrescentando que poderia “sobreviver” a um afastamento de 90 dias.

Depois, de forma séria, explicou: “Ainda não recebi nada da Fifa. Imagino que vão me informar. Verei o que dizem”.

Em uma entrevista concedida nesta semana ao jornal Bild, o ex-jogador afirmou que estava disposto a responder a todas as questões relevantes, mas que havia recebido um documento em inglês jurídico que ele não conseguiu entender por se tratar de “um assunto complexo”.

“Então, pedi educadamente que a entrevista fosse em alemão e eles me negaram. E respondi que não podia fazer nada”, concluiu.

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