River derrota Boca e leva taça da ‘Liberta’

Após a violência de torcedores na Argentina, adiamentos seguidos e a mudança da decisão do torneio para a Espanha, o River Plate faturou o título com uma vitória, por 3 a 1, de virada, na prorrogação

Madri – A mais longa das finais da Copa Libertadores está nas mãos do River Plate. Em um jogo dramático, o time venceu o Boca Juniors, por 3 a 1, de virada, nesse domingo (9), em Madri, na Espanha. Os gols da vitória foram marcados no segundo tempo da prorrogação após empate, por 1 a 1, no tempo normal. O Boca se mostrou um time aguerrido e jogou com dez jogadores após a expulsão de Barrios no segundo tempo e acertou uma bola na trave no final da prorrogação. De virada, o River Plate conseguiu uma vitória épica sobre o maior rival.

Nesse domingo, o time do River Plate comemorou seu 4º troféu na Libertadores (Foto: Ruben Albarrán/Estadão Conteúdo)

Foi o quarto título do River na Libertadores, que está classificado para a disputa do Mundial de Clubes da Fifa, que começa já na quarta-feira nos Emirados Árabes Unidos. A estreia do representante sul-americano será no dia 18.
A final deveria ter sido realizada no dia 24 de novembro, em Buenos Aires, mas foi adiada por causa do ataque ao ônibus do Boca Juniors por parte de torcedores do River Plate a poucas horas do início daquele jogo. Madri foi escolhida pela Conmebol para receber o jogo decisivo. A Libertadores, assim, encerra a edição mais insólita de sua história.

Exatamente como havia previsto o técnico do Boca, Guillermo Schelotto, a partida foi truncada e amarrada. Muito mais pegada que o jogo de ida (2 a 2 na Bombonera). Não havia espaço. O campo ‘encolheu’ tamanha a dedicação dos jogadores à marcação. Toda bola era dividida com carrinho, cara feia e faísca. O espetáculo ficou em segundo plano. Mas o primeiro cartão amarelo só saiu aos 27 do primeiro tempo para Ponzio.

A partida destravou no final do primeiro tempo quando os times aceleraram as jogadas. O Boca abriu o placar, aos 43. Depois que o River errou um cruzamento, o uruguaio Nández deu passe para Benedetto, que deu um corte no zagueiro Maidana e tocou na saída de Armani. Golaço. Foi o quinto gol do atacante, carrasco do Cruzeiro e do Palmeiras nas fases anteriores da Libertadores e que já havia marcado na primeira partida da final.

O River Plate adiantou suas linhas para jogar no campo do Boca Juniors e tirou Ponzio. Entrou Quintero. Aos 22 minutos, os meias do River, que vinham com uma atuação discreta, mostraram sua qualidade técnica. Fernández tabelou com Palacios e rolou para Lucas Pratto empurrar para as redes. Empate do River: 1 a 1.

O River transformou seu sistema tático e a superioridade aumentou com a expulsão de Barrios, ainda no primeiro tempo da prorrogação. E virou vantagem numérica no início da etapa final. Quintero acertou um belo chute no ângulo. Virada do River.

Mesmo com um jogador a menos e Fernando Gago, contundido, o Boca foi à frente e acertou uma bola na trave no último minuto da prorrogação. Após a cobrança de escanteio, em que o goleiro Andrada foi ao ataque, o River definiu o placar com Martínez finalizando com o gol vazio.

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