Após comprar sede do Atlético Rio Negro, empresário quer colocar clube na série A do Brasileirão

O empresário Sung Un Song arrematou em leilão, a sede do Atlético Rio Negro Clube, por R$ 3,78 milhões na última segunda-feira (22)

Manaus – O empresário Sung Un Song, que arrematou em leilão por R$ 3,78 milhões na última segunda-feira (22) a sede do Atlético Rio Negro Clube, que fica no Centro de Manaus, falou em coletiva na tarde desta terça-feira(23) que vai investir no clube e pretende reerguer o time de futebol o colocando na série A do campeonato brasileiro nos próximos anos.

(Foto: Marcos Lima / GDC)

“O Rio Negro clube, que muita gente acha que vai acabar, não vai acabar. O Rio Negro vai sim, voltar a brilhar. Eu pretendo trazer muitos investimentos e uma gestão excelência de padrões internacionais e fazer do futebol amazonense um grande futebol. Nosso objetivo é ter o Rio Negro na série A do campeonato brasileiro e libertadores e campeão mundial. Eu sempre tive sonhos muito grandes, mas a vida é assim, feita de sonhos e vivemos para perseguir os sonhos.”, disse empolgado o empresário.

Sung Un Song, é dono da empresa Digitron e Diretor Executivo da Fundação Matias Machline e convocou a entrevista na empresa onde é diretor, para falar sobre a parceria que vai fechar com o clube. Sung disse que pretende investir não só no futebol, mas também em outras modalidades e no social do clube.

“O esporte no Amazonas é feito de grandes talentos, o estado produz grandes nomes nos esportes, tipo jiu-jitsu e vários outros que os amazonenses se destacam e eu tenho certeza que vamos ter destaque também no futebol. Já tivemos no passado e vamos ter mais. Nós vamos fazer um investimento muito grande em escolinhas de preparação e de formação e jogadores profissionais que podem atuar tanto no clube quanto fora do clube”, disse Sung.

Antes da venda da sede, a diretoria do clube e os torcedores estavam apreensivos. O prédio, localizado na Avenida Epaminondas, bairro Centro, estava avaliado no leilão em 9,7 milhões e foi colocado para venda por conta de dívidas trabalhistas que superavam R$2 milhões. De acordo com o presidente, as dívidas vinham de gestões anteriores, com o mesmo lutando para organizar a situação financeira do clube. A venda poderia significar o fim do Galo da Praça da Saudade.

Antes do leilão, o clube ainda tentou parcelar as dívidas para evitar a venda, mas não conseguiu. Antes da pandemia, o clube utilizava a sede para realização de esportes, além de aluguel para eventos. Nos dias que antecederam a venda, o clube pretendia recorrer na justiça caso a sede fosse arrematada. O leilão foi realizado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 11º Região (TRT-11). O valor da venda foi de 3,78 milhões, bem abaixo da pedida inicial de R$9,7 milhões.

“A tendência é fortalecer o clube para estar presente nos campos novamente, mas com uma outra estrutura, uma outra ideia, uma outra gestão. Nós estávamos lá lutando, nadando na correnteza e só tínhamos nós remando. Então agora nós vamos ter um grupo mais forte que vai investir mais no clube para a gente sair disso, dessa mesmice e ter o Rio Negro forte no campo novamente”, disse o presidente do clube , Jefferson Oliveira.

Ainda de acordo com ele, esse pode ser o ponto de virada do clube. “De repente, pode ser o grande investidor do clube e tirar o clube disso tudo. Só quero o melhor para o clube e se for melhor essa saída, a gente faz. Iremos buscar uma saída boa para o Rio Negro”, afirmou ele.

O clube deve passar por uma auditoria ainda no mês de abril e após a questão burocrática, o empresário vai decidir o valor que deve ser investido no clube e quais vão ser os objetivos a curto prazo. O time de futebol do Galo da Praça só tem competição oficial programada para o fim do ano que é a série B do campeonato amazonense.

Anúncio