Após superar o alcoolismo, Roger é aposta do Botafogo

Botafogo enfrenta o Coritiba, no Rio de Janeiro, neste domingo, no Estádio Nilton Santos, e espera contar com os gols do atacante, que andam escassos, para se manter no alto da tabela

Estadão Conteúdo

Atacante Roger ainda não deslanchou, no Botafogo, e estará em campo, neste domingo (Foto: Satiro Sodré/SSPress/Botafogo)

Rio de Janeiro – Um caminho repleto de reviravoltas. De goleador e querido por algumas torcidas, a até mesmo atleta descartável e com problemas com bebidas. Aos 32 anos, porém, o atacante Roger acredita viver o auge da carreira e, desta maneira, espera fazer história com a camisa do Botafogo, com a qual joga, neste domingo, no Estádio Nilton Santos, pela 6ª rodada do Campeonato Brasileiro, às 10h (de Manaus).

Roger chegou ao clube carioca, neste ano, contratado para resolver os problemas ofensivos, e tendo como seu principal concorrente o jovem Sassá. O experiente jogador, contudo, está prestigiado com o treinador Jair Ventura. Mas nem sempre foi assim.

A caminhada começou em 2003, na Ponte Preta. De origem humilde, natural de Campinas (SP) e torcedor declarado do clube, rapidamente caiu nas graças da torcida. O encanto durou até 2005, quando foi vendido ao São Paulo.

No time do Morumbi, chegou muito novo, aos 20 anos, e com muita lenha para queimar. Faltou maturidade para saber administrar a nova vida de jogador de time grande. “Eu era muito jovem. Faltou estrutura de todas as partes. Estrutura para o atleta garoto, que não tinha o conhecimento da grandeza que é jogar no São Paulo e (faltou) também um pouco de sequência, de oportunidades, mas sou grato ao time. Me abriu as portas, sempre me tratou com muito respeito, então tenho um carinho grande. A falta de oportunidades acontece, mas eu também, muitas vezes, deixei a desejar, por comportamento, falta de comprometimento”, disse o jogador.

Quando revela que não se comprometeu como deveria, Roger faz referência ao antigo gosto por bebidas alcoólicas. Mais maduro, o assunto é página virada. “Tiveram alguns aspectos que mudaram na minha vida. Primeiro a religião. Não defendo certo ou errado, defendo servir a Jesus e isso me fez mudar. Cometi muito excesso com bebida, era algo que eu gostava muito, e já está indo para seis anos que eu não bebo. As experiências ruins me fizeram amadurecer e entender que a família é muito mais importante do que estar sentado em uma mesa de bar”.

No São Paulo, antes de enfrentar uma série de empréstimos, o jogador foi campeão da Libertadores de 2005. Título que ele guarda com carinho, e que acredita que pode ajudar na caminhada com o Botafogo, na atual edição da competição continental.

“Sou muito feliz por ter feito parte do grupo campeão da Libertadores. Espero que isso ajude, mas existem outros atletas experientes também, como Emerson, Camilo, Montillo, o próprio Pimpão. São nomes rodados com todo um aparato, capacitados para entrar muito firme como têm entrado nos jogos e conseguir as vitórias”, analisou.

O camisa 9 foi contratado com status de titular, depois de ótima temporada, em 2016. O ano, aliás, foi repleto de emoções para ele, que foi o artilheiro do Campeonato Paulista, com 11 gols, pelo Red Bull.

“Ir para o Red Bull foi sensacional na minha carreira. De longe foi o time mais gostoso que eu joguei. Nunca tinha sido artilheiro, nunca tinha ganhado um prêmio, foi especial”, contou.

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