Campeonato Brasileiro terá limite de troca de treinadores

Clubes terão que começar com um técnico inscrito e, caso haja demissão, equipes só poderão registrar mais um profissional

São Paulo – Os clubes do Campeonato Brasileiro poderão demitir apenas um treinador ao longo da competição neste ano. O limite de trocas no comando das equipes foi aprovado nesta quarta-feira pelo Conselho Técnico da Série A, após sugestão apresentada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em reunião com os dirigentes.

A nova regra determina que o clube começará o Brasileirão com um técnico inscrito. Se demitir este treinador, poderá inscrever apenas mais um técnico. Caso ocorra uma segunda demissão, o substituto terá de ser um profissional que já trabalhe registrado na comissão técnica ou nas categorias de base do clube há no mínimo seis meses. Se o pedido de demissão partir do próprio treinador, não haverá limitação ao clube para contratar um novo técnico.

Rogério Ceni se apresentou foi anunciado como novo técnico do Flamengo em novembro de 2020 (Foto: © Alexandre Vidal / Flamengo/Direitos Reservados)

Esse técnico que pedir demissão, no entanto, só poderá ser inscrito por mais uma equipe durante todo o Campeonato Brasileiro. Ou seja, em caso de novo pedido de demissão, ele não poderá mais trabalhar na competição. Mas, se a demissão for feita pelo clube, o técnico não sofrerá nenhum tipo de limitação para arrumar um novo clube.

“É um grande avanço do futebol brasileiro, que fará bem tanto aos clubes quanto aos treinadores. Vai implicar em uma relação mais madura e profissional e permitir trabalhos mais longos e consistentes. É o fim da dança das cadeiras dos técnicos. Significa organização administrativa e planejamento financeiro”, disse o presidente da CBF, Rogério Caboclo.

O Brasileirão começa no dia 29 de maio e terminará em 5 de dezembro. Os clubes terão o direito de inscrever até 50 atletas.

Ficou definido também que, por causa da pandemia da covid-19, os mandos de campo serão remanejados caso o município ou Estado de origem esteja impedido de receber jogos. Essa é uma prática que já vem sendo adotada pela CBF na Copa do Brasil. O Corinthians, por exemplo, enfrentará o Retrô, de Pernambuco, sexta-feira, em Saquarema, no Rio de Janeiro, porque as partidas de futebol estão proibidas no Estado de São Paulo até o dia 30 de março.

A possível paralisação de campeonatos com o avanço do novo coronavírus é um tema delicado dentro da CBF. Na terça-feira, o jornal O Dia divulgou vídeo de reunião de Caboclo com dirigentes no último dia 10 na qual o presidente da CBF diz que os clubes “estão f… se não tiver” jogos. Em determinado momento do encontro, Caboclo afirma: “Eu vou mandar no futebol brasileiro e vou determinar que vai ter competição”.

Nesta quarta-feira, durante o Conselho Técnico da Série A, o assunto voltou a ser debatido e foram aprovadas por unanimidade uma moção de repúdio e solidariedade em relação ao vazamento das imagens e também a abertura de uma sindicância para apurar quem repassou o conteúdo da reunião à imprensa.

Arbitragem

O VAR terá uma central única no Brasileirão, montada pela CBF, no Rio. Assim, os árbitros de vídeo não precisarão mais usar cabines nos estádios onde são realizados os jogos e se comunicarão remotamente com os juízes no gramado. O novo escritório foi inspirado na central que existe atualmente da NBA. A Copa do Mundo da Rússia também adotou esse modelo de VAR centralizado, com sede única em Moscou.

Confira a primeira rodada do Brasileirão:

Flamengo x Palmeiras

Corinthians x Atlético-GO

São Paulo x Fluminense

Atlético-MG x Fortaleza

Internacional x Sport Recife

Ceará x Grêmio

Bahia x Santos

Athletico x América-MG

Chapecoense x Red Bull Bragantino

Cuiabá x Juventude