Decisão sobre expansão da Copa deve sair em junho

Presidente da Fifa quer aumentar o número de seleções participantes já na Copa do Catar, em 2022. Se não conseguir mudar o formato, Copa com 48 países só deve acontecer no ano de 2026

Manaus – O presidente da Fifa, Gianni Infantino, estabeleceu o mês de junho como prazo limite para a decisão sobre a expansão da Copa do Mundo de 2022. O dirigente já deixou claro em outras oportunidades que defende a inclusão de 16 seleções no torneio no Catar, o que deixaria o Mundial com 48 seleções, ao invés do formato atual, com 32.

Havia a expectativa de que isto fosse resolvido na reunião do conselho da Fifa que acontecerá em março, em Miami, mas Infantino admitiu que a decisão só deverá ser tomada em junho. Se a expansão for aprovada, o Mundial deverá ter partidas disputadas em outros países, além do Catar.

“Seria muito difícil organizar a Copa somente no Catar por causa de razões geográficas. E a situação geopolítica é complexa. Nós precisamos decidir até junho deste ano, porque as Eliminatórias começam no outono (do hemisfério norte)”, declarou na última quarta-feira (27), em Roma.

Gianni Infantino garante que em junho será batido o martelo sobre o formato da próxima Copa do Mundo, que ocorre em 2022, no Catar (Foto: Getty Images/Fifa)

O Catar foi eleito em 2010 para sediar a Copa do Mundo com 32 seleções. Por isso, construiu apenas oito estádios. A expansão para 48 times já está planejada para a edição de 2026, quando Estados Unidos, Canadá e México sediarão o torneio.

Infantino quer acelerar a expansão da competição, mas admitiu que pode não haver estrutura suficiente para isso em 2022. “Se for possível, ficarei feliz. Se não for, também estarei feliz. Eu sempre sou otimista”, comentou.

Punição

O Comitê de Ética da Fifa anunciou, na última quarta que suspendeu por toda a vida o dirigente Boniface Mwamelo, de Zâmbia, por aceitar suborno para manipular vários jogos internacionais em 2010. O ex-vice-presidente e tesoureiro da Federação de Futebol de Zâmbia também recebeu uma multa de 10 mil francos suíços (cerca de R$ 37,3 mil).

Boniface foi punido pelo Comitê de Ética da Fifa por aceitar suborno (Foto: Divulgação)

Mwamelo foi considerado culpado por parte da Câmara de Justiça do Comitê de Ética da Fifa por ter aceitado subornos e, assim, violado o Código de Ética. A entidade que comanda o futebol mundial não quis revelar mais dados sobre os casos que envolvem o dirigente zambiano.

A investigação sobre Mwamelo foi aberta pelo Comitê de Ética no dia 18 de outubro de 2017 e foi finalizada esta semana com o anúncio da suspensão do dirigente de qualquer atividade relacionada ao futebol, tanto nacional como internacional, pelo resto de sua vida.

O país já passou por outros casos de fraude no futebol. Vários jogadores da Zâmbia foram condenados em tribunal na Finlândia em 2011 pelo envolvimento com apostadores de Cingapura.

A partir daí, a Fifa investigou a Federação de Futebol do país africano por permitir que alguns destes jogadores participassem de partidas domésticas quando eles estavam suspensos em todo o planeta como resultado do caso finlandês.