Dissica continua na presidência da Federação Amazonense de Futebol

Com 28 votos a favor e 12 contra, Dissica, que ocupa a cadeira da FAF há mais de 30 anos, foi reeleito novamente

Manaus – E a história novamente se repete. O atual presidente da Federação Amazonense de Futebol (FAF), Dissica Valério Tomaz, vai continuar comandando a entidade por mais quatro anos. Por 28 votos a favor e 12 contra, o cartola, que está há quase 30 anos na gestão da FAF, derrotou o candidato de oposição, Mário Ivan, com o apoio das ligas do interior e de sete clubes profissional dos Amazonas, exceto São Raimundo, Fast e Penarol.

Há quase 30 anos na presidência da FAF, Dissica Valério Tomaz vai continuar no comando da entidade até 2022 (Foto: Antonio Assis/FAF)

E o ‘novo capítulo’ do futebol local começou a ser escrito para o quadriênio 2019-2022 com a eleição em voto aberto. O candidato derrotado criticou a forma conduzida do pleito ao realizar a votação pública e prometeu recorrer à Justiça Desportiva. “O futebol do Amazonas está com quem e onde merece. O que vi hoje foi um grande teatro e um grande circo por descumprimento do estatuto. O voto aberto não é democracia, o voto fechado é democracia. É o direito da livre escolha. Se o voto não fosse aberto, fosse fechado e dando direito ao eleitor de escolher secretamente o seu presidente, eu teria vencido”, criticou Mario Ivan, reprovando a atitude da assinatura da prestação de contas por parte da liga de Manaquiri.

“Vou recorrer. A liga de Manaquiri assinou a prestação de contas como uma liga apta a aprovar conta, não pôde votar porque está sem CNPJ e assinou a ata de aprovação da prestação de contas do presidente. Estou recorrendo, entrando na justiça pedindo o cancelamento desta aprovação em virtude de Manaquiri”, avisou o ex-diretor do Nacional Borbense e São Raimundo, que contou com os votos de Penarol, Fast e São Raimundo.

Com mais quatro anos garantidos, Dissica Tomaz agradeceu o apoio das ligas do interior e o voto dos clubes profissionais (Nacional, Manaus FC, Rio Negro, Princesa, CDC Manicoré, Tarumã e Holanda). “É um processo democrático. Foi uma eleição transparente. Tirei o Cliper que tinha assinado minha chapa, tirei uma liga que detectamos que não tinha participado de uma das Copa dos Rios. Tudo está no estatuto, não foi invenção e eu ganharia com o voto fechado ou aberto. Não tinha como não ganhar”, declarou Dissica, prometendo melhorias na FAF.

“Nós vamos modernizar ainda mais a base, reformular o futebol profissional e proporcionar uma melhor informação para todos da imprensa”.