Jogadoras da Seleção Brasileira de futebol divulgam manifesto contra assédio sexual

É a primeira manifestação da equipe após o afastamento do presidente da CBF por suspeita de assédio sexual e moral

São Paulo – As jogadoras da seleção feminina de futebol usaram seus perfis pessoais nas redes sociais para divulgar uma mensagem contra o assédio e o abuso sexual, principalmente contra mulheres. O manifesto foi divulgado nesta sexta-feira (4), antes do amistoso contra a Rússia, em Cartagena, na Espanha.

“Dizer não ao abuso são mais do que palavras, são atitudes. Encorajamos que mulheres e homens denunciem. Nossa luta pelo respeito e igualdade vai além dos gramados. Hoje mais uma vez dizemos: não ao assédio”, diz um trecho da nota.

Jogadoras da seleção brasileira de futebol divulgam manifesto contra o assédio sexual (Foto: Richard Callis / SPP / CBF)

Além das jogadoras, dirigentes também participam da ação, entre elas, Aline Pellegrino, coordenadora de competições femininas da CBF, e Duda Luizelli, coordenadora de seleções femininas.

Esta é a primeira manifestação das atletas depois do afastamento do presidente da CBF Rogério Caboclo por suspeita de assédio sexual e moral. Uma funcionária da entidade protocolou uma denúncia na última sexta-feira (4), o que motivou a saída temporária do dirigente por 30 dias em decisão do Conselho de Ética da entidade. Em entrevista coletiva na última terça-feira, a técnica Pia Sundhage havia classificado o caso como “muito sério”.

Na segunda-feira, dia 14, a equipe brasileira joga contra o Canadá, também em Cartagena. Esta é a última Data Fifa antes da disputa dos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Leia a íntegra do manifesto:

Todos os dias no Brasil, milhares de pessoas são acometidas e desrespeitadas com cenas de assédio, seja moral ou sexual. Especialmente nós, mulheres.

São brasileiras e brasileiros, vítimas de abusos e atos que vão contra os nossos princípios de igualdade e construção de um mundo mais justo.

Dizer não ao abuso são mais do que palavras, são atitudes. Encorajamos que mulheres e homens denunciem.

Nossa luta pelo respeito e igualdade vai além dos gramados.

Hoje, mais uma vez, dizemos: não ao assédio. 

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