Jogos Olímpicos de Tóquio em 2021 não serão ‘convencionais’, diz Hoshiro Muto

Diretor-executivo afirma que organizadores vão priorizar o essencial para realizar o evento

Rio de Janeiro – A Olimpíada de Tóquio, no Japão, adiada para 2021 não deverá ser ‘convencional’ se comparada às edições anteriores. A afirmação foi feita na manhã desta sexta-feira (15), durante conferência de Tohiro Muto, diretor-executivo do Comitê Organizador local dos Jogos. Devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a edição deste ano das Olimpíadas foi tranferida para o período de 23 de julho a 8 de agosto de 2021.

“O que teremos daqui a um ano não deve ser uma edição convencional das Olimpíadas e Paralimpíadas, tal como as conhecemos. (…) Thomas Bach [presidente do COI] disse ontem que é hora de todos nós revisarmos quais são as coisas essenciais para esses Jogos, quais são os itens obrigatórios”.

Devido à pandemia do novo coronavírus, a edição deste ano das Olimpíadas foi tranferida para o período de 23 de julho a 8 de agosto de 2021 (Foto: Reuters/Denis Balibouse/Direitos Reservados)

Entre as justificativas apresentadas por Muto, estão as possíveis limitações impostas pelo cenário da pandemia de Covid-19, ainda sem previsão de término, que demanda medidas de segurança em saúde que buscam diminuir o contágio.

Quase dois meses após a decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI) pelo adiamento dos Jogos, Muto revelou que ainda prosseguem as discussões sobre o custo adicional que a mudança de data acarretará para as partes envolvidas na organização do evento. Na quinta-feira (14), o presidente do COI, Thomas Bach, estimou que espera arcar com US$ 800 milhões – o equivalente a quase R$ 4,8 trilhões – por sua parte na reorganização das Olimpíadas.

Bach detalhou ainda que US$ 650 milhões seriam destinados à organização dos Jogos no ano que vem, a partir de 23 de julho, e US $ 150 milhões para apoiar federações internacionais e comitês olímpicos nacionais.

Questionado nesta sexta-feira (15) por jornalistas sobre como seriam gastos os valores citados pelo presidente do COI, Toshiro Muto disparou: “Nós, no comitê organizador, não temos ideia de como esse dinheiro será gasto. Por que são US $ 650 milhões? Receio que você precise perguntar ao COI.”

O dirigente também mencionou sobre possíveis mudanças no revezamento da tocha olímpica na edição do ano que vem. “Estamos olhando para todas as áreas possíveis. É hora de revisarmos o que é essencial para os Jogos. O que são itens que precisamos ter? Acho que podemos chegar a novos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, algo que é único para Tóquio”.