Lesão no ombro quase tirou Shogun de luta épica no UFC 139

Com o problema no ombro direito, Shogun chegou a ter de ficar com a região do ombro imobilizada e até dar uma disfarçada em compromisso oficial.

São Paulo – O brasileiro Maurício Shogun fez uma luta história no UFC 139, mas antes disso ficou arriscado de nem ao menos entrar no octógono na derrota para Dan Henderson, no último sábado. Uma lesão oito semanas antes do combate quase o tirou do card e prejudicou sua preparação, mas ainda assim o curitibano e a equipe do ex-campeão dos meio-pesados insistiram em colocá-lo em ação – usando a artimanha de treinos “secretos” para esconder o problema de seu rival e da imprensa.

Segundo o site UOL Esporte, Shogun sofreu uma lesão na região do ombro direito oito semanas antes do combate em San Jose. Ele deslocou a clavícula e rompeu parcialmente um ligamento do local, o que além de atrasar sua preparação, postergou em cerca de um mês o início dos treinos para enfrentar Henderson.

Com o problema, Shogun chegou a ter de ficar com a região do ombro imobilizada e até dar uma disfarçada em compromisso oficial. Na primeira coletiva com Henderson, no dia 27 de setembro, o brasileiro apareceu com um curativo na mão. A “estratégia” foi para o lutador aparecer sem usar tipoia no evento e ainda evitar que alguém viesse apertar sua mãe e movimentar a região afetada.

Mas este foi só um exemplo do que foi feito para esconder a lesão. Shogun já havia rachado com Rafael Cordeiro, técnico que o levou ao UFC Rio e à vitória contra Forrest Griffin, para se preparar em São Paulo. O meio-pesado acabou se escondendo e adotou uma estratégia divulgar que estaria realizando treinos secretos, para que ninguém o visse machucado. O mistério foi mantido até o combate, sem que fosse falado com quem o ex-campeão treinou – a equipe de Shogun na capital paulista foi a mesma que o preparou para a vitória contra Chuck Lidell.

Os treinos de Shogun retomaram no dia 17 de outubro, quase um mês antes do combate, e ainda sem poder movimentar o ombro. O brasileiro passou a fazer sessões na piscina para afinar o preparo físico e só depois pôde trabalhar de forma multidisciplinar, dando ênfase a outras artes, como o jiu-jítsu e o wrestling.

Devido à lesão, o UFC estudou inclusive tirar o lutador do UFC 139, para que ele se recuperasse. A equipe de Shogun alegou que ele teria condições de retornar e evitou que Lyoto Machida entrasse na programação – ainda antes de o ex-campeão ser confirmado para o UFC 140, contra Jon Jones.

Apesar de tudo isso, Shogun chegou pronto para o combate no último sábado e fez um duelo parelho com Henderson, uma luta já considerada uma das melhores da história. Apesar das dúvidas quanto ao seu preparo físico, o brasileiro suportou os cinco rounds e ainda foi melhor que o veterano desde o fim do terceiro assalto, apesar de acabar derrotado por pontos.

Mesmo com suspeitas de fraturas na região da cabeça, Shogun tranquilizou os fãs via Twitter no início da semana, deixando claro que só sofreu ferimentos leves e “um olho roxo”. De acordo com o empresário do lutador, ele vai tirar um período de férias antes de decidir seu futuro e os próximos passos no Ultimate.

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