Longa desvenda como AM virou celeiro de campeões no jiu-jítsu

Projeto ‘O clã da jibóia, a origem do jiu-jítsu no norte do Brasil’, que trata a jornada dos japoneses Conde Koma, Stake e o Rako, responsáveis por disseminar a arte suave no Amazonas e no Pará

Manaus – O documentário ‘O Clã da Jiboia, a origem do jiu-jítsu no norte do Brasil’, continua sendo produzido— dentro das limitações diante de toda a paralisação causada pela pandemia do novo coronavírus. O longa, que vem sendo trabalhado para ser exibido em breve, nos canais especializados em lutas, também deverá estar disponível nas plataformas de streaming até o julho de 2022.

Roteirista, diretor e produtor, Heraldo Daniel Moraes, 40, explicou que 40% do material já está captado e em abril, deve ganhar novos takes, estes, gravados fora do Amazonas.

“O documentário já vem sendo filmado, por isso estamos caminhando bem. E eu tenho feito uma coleta de vídeos, fotografias, já fazem dois anos. Agora, em abril, vamos tentar ir ao Rio de Janeiro, para tentar terminar o restante da captação”, contou Moraes.

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De acordo com Heraldo, o projeto vai contar um pouco da imigração japonesa no norte do Brasil, especificamente no Amazonas e em Belém, e também mostrará a pré-história do jiu-jítsu no Amazonas, com a chegada pela trupe liderada por Conde Koma (Mitsuyo Maeda), mas que tinha o Satake e o Rako, que ficaram em Manaus enquanto Maeda, seguiu para o Estado vizinho.

“Vamos resgatar a trajetória dos três além da imigração japonesa. Depois, voltamos com a retomada do jiu-jítsu em meados dos anos 70, com Arthur Neto e Reyson Gracie, que fundaram a primeira Federação de Jiu-Jítsu no Amazonas, além do processo dos atletas que começaram a despontar fora do Estado, como Sérgio Bolão, Wallid Ismail e Luis Carlos Valois”, revela.

Vertentes poderosas

Heraldo explicou, também, que outra questão que será abordada, será a força social que arte suave tem. Além de ferramenta de inclusão, o esporte é muito utilizado como ‘trampolim social’.

“Depois da geração que foi treinar no Rio de Janeiro, nos anos 90, vem a explosão do brazilian jiu-jitsu, que tirou várias pessoas, inúmeros lutadores no Amazonas e no Pará, de situações difíceis, dando oportunidade no mundo todo. Vamos mostrar o empoderamento feminino através da Ketlen Vieira, e por fim, mostrar o ‘tipo exportação’, como Xande e Saulo Ribeiro, Paulo Coelho além de outros atletas e subiram na vida por meio da arte suave, como Omar Salum”, concluiu.

Equipe técnica

Além de Heraldo Daniel Moraes, formado em publicidade e pós-graduado em cinema, e que é o responsável pelo roteiro, direção, montagem e produção, o time de produção tem ainda Gustavo Soranz também na montagem, no roteiro e produção. Direção de fotografia é de Herlan Souza, bem como o som direto de Caio de Biase. A pesquisa, fica a cargo de Rildo Heros (pequisador de Jiu Jitsu).

Veja fotos do longa:

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