Luta Olímpica vive novos tempos no Amazonas

À frente da Federação de Luta Olímpica, ex-campeão brasileiro realiza trabalho de base no interior do Estado

Manaus – A Luta Olímpica no Estado vem desde 2012 mostrando-se uma verdadeira potência no cenário mundial. À frente da Federação Amazonense de Luta Livre Esportiva e Luta Olímpica (Falle), Waldeci Silva, desde 2016, comemora os bons frutos que os atletas têm colhido no cenário nacional, além do sucesso do projeto social da Falle, ‘Bom de Luta’, que já atende dois municípios do interior do amazonense.

Conhecido pelas suas conquistas no esporte, Waldeci Silva agora trabalha pelo sucesso dos atletas (Foto: Mauro Neto/Sejel)

O presidente da federação é um verdadeiro exemplo para os atuais atletas. No passado, Waldeci foi um grande destaque do esporte do Brasil. Conquistou até a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Luta Olímpica, mas, ao voltar, deparou-se com a triste realidade do esporte no Amazonas: a falta de crianças praticando a modalidade.

“A partir da minha volta do Pan de 2007, eu percebi que a Luta Olímpica não iria continuar, pois não tínhamos crianças praticando o esporte. Conversei com outros atletas e todos me disseram que, em suas respectivas cidades, a criançada já treinava com intensidade. Foi quando eu tive a ideia de montar um projeto social aqui em Manaus”, contou.

O projeto, que se chamava WS (as iniciais do nome de Waldeci), era tocado quando não havia treinos da seleção nacional e sempre conciliado com os estudos da faculdade. Na época, o então acadêmico de Educação Física selecionou 20 crianças para fazer parte da equipe. No mesmo ano, ele conseguiu formar uma equipe e levar o primeiro time da categoria cadete (15 a 17 anos) para um brasileiro.

“Logo depois disso, nós conseguimos trazer o Pan-Americano Cadete para Manaus, no ano de 2010. Então, como não queríamos passar vergonha na nossa cidade, fizemos a primeira seleção amazonense cadete, onde juntamos somente os melhores atletas de cada equipe para formar a seleção. Mas o ‘boom’ do nosso esporte foi quando os jogos escolares incluiu a nossa modalidade. Trouxemos uma chuva de medalhas para o nosso Estado”, explicou.

Gestão

No ano em que Waldeci assumiu a Falle, a seleção adulta conseguiu ser campeã brasileira por equipe. O feito se repetiu no ano seguinte e, somado aos resultados expressivos na base, a conquista serviu para consagrar o Estado do Amazonas como uma das potências do esporte pela Confederação Brasileira de Wrestling (CBW), além de resultados expressivos da base.

“Estou dando para eles o que eu não tive quando era atleta. É um sonho realizado ver todos esses resultados, porque eu quero levá-los onde não consegui chegar. É uma satisfação muita grande, não foi nem um pouco fácil. Hoje temos uma medalhista de bronze no Mundial Estudantil, a Ketelen Regina, entre outros medalhistas sul-americanos, Pan-americanos, tudo com muita garra e perseverança”, comenta o presidente.

Luta Olímpica no interior

À frente da entidade há quase três anos, um dos projetos da Falle foi de levar a modalidade para o interior do Estado. Atalaia do Norte, a 1.136 km de Manaus e Benjamin Constant, 1.119 km, são os municípios contemplados. Em 2016, o projeto social que começou em Manaus chegou a Atalaia do Norte. “Com um local certo, nós capacitamos um professor de jiu-jítsu de Atalaia. Ele veio para Manaus e passou um ano tendo teoria e prática. Treinava junto com a seleção amazonense para poder ensinar para as crianças do projeto a técnica correta”, disse.

No caso de Benjamin Constant, o projeto foi implantado em 2017, através de uma parceria costurada com a prefeitura da cidade. “Em Benjamin, tivemos muito a ajuda da prefeitura, que ainda enviou três professores para a capacitação e, assim, ampliar o atendimento do projeto, isso tornou tudo mais fácil para que o esporte fosse um sucesso na cidade”, encerrou.

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