Na Champions, Neymar também busca premiações individuais

Conquistar a principal competição europeia jogando em alto nível é essencial para ele ser eleito o melhor jogador do mundo pela primeira vez

São Paulo – Tentando levar o Paris Saint-Germain ao inédito título da Liga dos Campeões, Neymar também persegue as premiações individuais, e sabe que conquistar a principal competição europeia jogando em alto nível é essencial para ele ser eleito o melhor jogador do mundo pela primeira vez em sua carreira. A Liga tem esse poder. Foi na temporada em que levantou o troféu do torneio com o Barcelona, em 2015, sendo um dos protagonistas, que ele passou mais perto de vencer a honraria da Fifa – foi finalista ao lado de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, ficando em terceiro lugar nessa corrida. O vencedor, na ocasião, foi o craque argentino.

(Foto: Divulgação/Agência Brasil)

Em 2017, o brasileiro repetiu o feito e novamente terminou em terceiro, tanto no The Best, da Fifa, quanto na Bola de Ouro, da revista francesa France Football. Nos últimos anos, mesmo sendo dono de um talento incontestável, Neymar não figurou entre os finalistas de nenhuma premiação. Neste ano, não haverá o prêmio da France Football, apenas o da Fifa, mas sem a tradicional cerimônia, que seria na cidade de Milão, na Itália.

“Ele está muito perto disso (de ser o melhor do mundo). Ele nasceu com o dom, com o drible. É corajoso e tenta sempre resolver. Não se omite. Neymar decide mais do que qualquer outro jogador e está amadurecendo cada dia mais. Está muito próximo”, avalia Roberto Antônio dos Santos, o Betinho, responsável por descobrir Neymar em São Vicente e em ajudar a lapidar o talento do jogador.

Betinho nem precisou olhar o então menino de seis anos jogar para ver que se tratava de um atleta acima da média. Na primeira vez que encontrou Neymar, o que chamou a atenção do olheiro foi a agilidade e a coordenação do garoto ao subir e descer as arquibancadas da quadra montada em uma praia em São Vicente, no litoral paulista. O treinador levou o então jovem para a sua escolinha de futsal e ajudou o menino a aprimorar seus fundamentos, tal qual fizera com Robinho anos antes.

“O Neymar sabe chutar embaixo, finaliza com a direita, esquerda, sabe cabecear. Individualmente e no trabalho coletivo, ele é diferenciado. Tem disciplina esportiva. Vai melhorar ainda mais porque quer vencer sempre”, diz Betinho. “Ele é gênio. Tem de estar sempre no topo”, complementa o treinador.

Fora de Campo

Neymar passou a quarentena em sua mansão em Mangaratiba, no litoral do Rio. Lá, treinou sob a orientação de seu preparador físico, Ricardo Rosa, e ficou ao lado da família. Foi ativo nas redes sociais, especialmente no Instagram e Tik Tok, mas sem se envolver em controvérsias. Também acompanhou várias lives de artistas famosos de quem é amigo, inclusive pedindo músicas em algumas apresentações, e destinou dinheiro para auxiliar no combate à covid-19 em comunidades pobres no início da pandemia no Brasil.

A calmaria, porém, não durou toda a quarentena. Em março, o astro do PSG foi criticado pela imprensa estrangeira por ter convidado amigos para jogar futevôlei em sua casa, ignorando as medidas de confinamento. A brincadeira com os “parças” foi registrada em suas redes sociais. Depois das críticas, a assessoria do jogador explicou que ele ofereceu a residência “para que todos passassem lá os primeiros 14 dias (de isolamento) antes de encontrarem suas respectivas famílias”.

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