‘Não querem um time vencedor? Tem que pagar caro’, diz presidente do Naça

O valor do ingresso para a partida entre o Nacional e o Plácido de Castro (AC), em Manaus, pela 2ª rodada do Grupo A1 da quarta divisão do Brasileiro, gerou protestos de torcedores.

Manaus – Com esta afrimação que o presidente do Nacional, Mário Cortez, justificou a decisão do clube de manter o mesmo preço, R$ 30 (inteira), do ingresso cobrado na Copa do Brasil para os jogos em casa pela Série D do Brasileiro, competição que começou no sábado passado. “E R$ 30 não é tão caro assim. O pessoal vai a show em Manaus ao custo de R$50”, analisou o dirigente nacionalino.

O valor do ingresso para a partida entre o Naça e o Plácido de Castro (AC), no Estádio Roberto Simonsen (Sesi), em Manaus, no domingo, às 18h30, pela 2ª rodada do Grupo A1 da quarta divisão do Brasileiro, gerou protestos de torcedores nas redes sociais. “São duas competições de nível nacional, o investimento no time é o mesmo”, explicou Cortez, sem revelar as despesas do Leão da Vila.

Devido ao ‘alto’ investimento no elenco e as premiações pagas aos jogadores pelas vitórias na Copa do Brasil (três seguidas em quatro jogos) e Série D, Cortez espera repartir as dívidas do clube com a renda nas bilheterias. “A torcida está motivada pelas campanhas do Nacional e precisa pagar pelo espetáculo”, afirmou.

Pela Copa do Brasil, o Naça alcançou uma classificação inedita à terceira fase depois de eliminar o Coritiba (PR), clube da Série A do Brasileirão. Já na Quarta Divisão deste ano, o time amazonense estreou com o pé direito ao derrotar por2 a1 o Náutico (RR), fora de casa.

O presidente do Nacional ainda espera contar com os patrocínios da Prefeitura de Manaus e Governo do Estado. “Estamos jogando com nosso próprio dinheiro. Não foi acertado orçamento com nenhum poder público”, disse Cortez.

Verba acumulada

Apesar de nunca informar os gastos, o Nacional deve arrecadar até R$ 680 mil após a Copa das Confederações. São R$ 50 mil da premiação pelo título de vice-campeão do Amazonense e mais R$ 630 mil em cotas de participações por fases da Copa do Brasil (R$ 135 mil nas duas primeiras e R$ 360 mil na terceira fase, em valores líquidos).

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