Piscina da Vila Olímpica deve ficar pronta em junho

Com as obras paradas em 36%, nova gestão da Sejel corre para pagar construtora e assim finalizar a construção. No futebol, secretaria isentará clubes de pagar quadro móvel nos estádios públicos

Manaus – Com uma nova administração, a novela da piscina da Vila Olímpica ganhou um novo capítulo. A obra, estagnada em 36% desde outubro de 2018, passa, mais uma vez, pelo processo burocrático da Caixa Econômica Federal para ter recursos liberados e, assim, a construção ser retomada. A informação foi divulgada pelo secretário titular da Secretaria de Juventude Esporte e Lazer, Caio André Oliveira.

Vale ressaltar que os 36% é referente à instalação da carcaça da piscina, como as paredes, demarcações e início da colocação do solo, além da aparelhagem do sistema de limpeza automática da piscina. O secretário informou que o governo está em débito com a empreiteira responsável pela montagem da piscina olímpica, herdada dos Jogos Olímpicos Rio 2016 no valor está estimado em R$550 mil.

“O atraso irá nos custar R$550 mil, que precisa ser pago para que a empresa volte a trabalhar na obra, além de um replanejamento junto a Caixa Econômica, que já está pronto e avaliado, o Estado acabou tendo que aumentar o valor da contra partida que será pago. Mas vale lembrar que todo o material já se encontra em Manaus”, afirmou André.

VILA OLIMPICA

Com dois meses de atraso referente à última data de finalização da piscina, Caio André afirmou que a obra, que já dura quase quatro anos, não passará deste primeiro ano de mandato do governador Wilson Lima.

“O Wilson já me disse que a entrega da piscina é uma das prioridades em relação ao esporte. Nós queremos deixa-la pronta para uso, tanto na iniciação quanto para o alto rendimento, por meio da Federação Amazonense de Desportos Aquáticos, até o fim deste primeiro semestre. Em relação a todo o complexo aquático, com toda certeza, até o fim de 2019”, garantiu Caio.

Arena da Amazônia

Outra missão que está nas mãos do secretário é a de gerar renda com o uso da Arena da Amazônia. Caio André afirmou que a alternativa encontrada ainda é por meio de shows e eventos privados nos espaços internos do estádio.

“A população reclama quando tem outros eventos que não sejam os esportivos na Arena da Amazônia, mas, infelizmente, nossos clubes ainda dependem do apoio do Estado para sobreviver e a renda dos jogos é muito pequena. Por isso, a solução é trazer mais jogos nacionais e internacionais, eventos culturais, um já está confirmado que é o Villa Mix. Nosso objetivo este ano é tentar equacionar ao máximo, para que nos próximos anos, ela consiga se sustentar sozinha”, concluiu.

Caio André disse ainda que o futebol amazonense terá novos tempos nos espaços administrados pela pasta. “Nenhum clube do Estado do Amazonas irá pagar para jogar nos nossos estádios, além disso, vamos incentivar as competições nas categorias de base”, encerrou.