Sem Falcao García, Colômbia busca manter estilo contra Grécia

A Colômbia joga com a Grécia neste sábado, às 13h, no Mineirão.

A questão que move a Colômbia nesta Copa do Mundo é uma só: o time montado por José Pekerman superará a ausência de Falcao García? Pois a estreia no Mundial será um bom teste para medir o real poder dos sul-americanos. A Grécia é um rival que, antes de tudo, defende-se bem – foi assim que ela chegou até aqui.

Numa Belo Horizonte com boa presença de colombianos, o jogo deste sábado, às 13h, no Mineirão, tende a colocar lado a lado duas propostas bem definidas. A Colômbia, cabeça de chave do grupo C, vai ao ataque e tenta superar o sistema precavido proposto pelo técnico português Fernando Santos – nas eliminatórias, a Grécia sofreu seis gols em doze jogos.

“Não posso negar que a seleção adoraria ter o Falcao aqui, mas estamos olhando para frente”, afirmou Pekermán, que é argentino. “Contamos com o Teo (Teófilo Gutiérrez), Bacca, Jackson (Martínez) e Victor (Ibarbo). Estamos felizes por ter montado um time competitivo com nossos jogadores.”

Estilo ofensivo

Pekerman tem bons jogadores nas mãos para o ataque, como ele mesmo citou. Além disso, o meia James Rodríguez, do Monaco, é um grande talento dessa nova geração. Com eles, Pekerman montou uma Colômbia que joga um futebol ofensivo e controla bem a bola. Isso funcionou nas Eliminatórias, com Falcao, que marcou um terço dos gols dos 27 marcados. Agora sem ele, Pekerman alçou ao time o atacante do Sevilla, Carlos Bacca. Mas Teófilo Gutiérrez, do River Plate, ficou com a camisa 9 que era de Falcao.

“A Colômbia vai manter seu estilo de jogar (sem o Falcao), de ficar com a bola, de assumir protagonismo, de finalizar, sempre buscando o equilíbrio. Marcamos muitos gols nas Eliminatórias, mas tomamos poucos (13, a melhor defesa)”, afirmou Pekerman. “Na América do Sul, há uma forma de jogar, pensamos na estética, no jogo bonito, mas existem outras formas de competir, temos de respeitar.”

A classificação da Grécia para a Copa do Mundo ficou marcada pelo forte sistema defensivo, protegido por três volantes, mas também pela dificuldade que o time tem de marcar gols, mesmo diante de adversários fracos como Liechtenstein. O principal jogador do time é o atacante Mitroglou, do Fulham, mas ele é dúvida para o jogo.

“Temos nossa forma de jogar, defender nossa meta, não sofrer gol e se marcar um, basta”, disse o grego Samaras, atacante do Celtic. Já o técnico da Grécia, o português Fernando Santos, garantiu que sua seleção vai jogar para vencer e pode surpreender. “Não viemos ao Brasil passar férias”, afirmou.

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