União Ciclística Internacional regula atletas trans

Atletas terão de possuir até 5 nanomoles de testosterona por litro de sangue para competir na categoria

São Paulo – A União Ciclística Internacional (UCI) anunciou, nesta semana, os novos regulamentos sobre a elegibilidade de atletas transgêneros para competir nos eventos do seu calendário. A partir de agora, terão de possuir até 5 nanomoles de testosterona por litro de sangue para competir na categoria feminina.

A regra foi aprovada em reunião do Comitê de Gestão da UCI e vai entrar em vigor em 1º de março de 2020. A medida é restritiva, pois o limite anterior era de 10 nmol/L.

Para competir, atleta deve provar seu nível de testosterona está abaixo de 5 nmol/L por pelo menos 12 meses antes prova (Foto: Divulgação)

De acordo com a UCI, os novos regulamentos “são projetados para incentivar os atletas trans a competir na categoria correspondente ao seu novo sexo, garantindo condições equitativas para todos os atletas nas competições em questão”.

A partir de agora, todos os atletas transgêneros que desejam competir na categoria correspondente ao seu novo sexo devem fazer uma solicitação médica para a UCI pelo menos seis semanas antes da data da primeira competição. Além disso, o atleta deve provar que seu nível de testosterona está abaixo de 5 nmol/L por pelo menos 12 meses antes da data de elegibilidade. Esse nível terá ainda de continuar sendo mantido.

“Graças a esse consenso, alcançado por um grupo de trabalho que representa as diversas partes interessadas de nosso esporte, o desejo dos atletas trans de competir, garantindo um nível de competição para todos os concorrentes. Este é um passo importante na inclusão de atletas transgêneros no esporte de elite”, afirmou o presidente da UCI, David Lappartient.