Descoberta de água na Lua, veja sete curiosidades sobre

O estudo é conduzido pela Nasa, agência espacial norte-americana

São Paulo – O Observatório Estratosférico de Astronomia Infravermelha (Sofia, sigla em inglês) anunciou  a descoberta de moléculas de água na parte iluminada pelo Sol da superfície da Lua. Veja algumas das curiosidades do estudo conduzido pela Nasa, agência espacial norte-americana, e publicado na Nature.

(Foto: Pixabay)

Como foi feita a descoberta?

1 – O telescópio usado pelos astrônomos na descoberta de água na Lua não é nem um pouco parecido com o que está no imaginário das pessoas. O equipamento de 106 polegadas de diâmetro foi instalado em um avião Boeing 747 adaptado que voou a altitudes de até 45.000 pés para capturar o comprimento de onda específico e exclusivo das moléculas de água com o uso de sensores infravermelho.

2 – As moléculas de água foram identificadas na Cratera Clavius, uma das mais visíveis aqui da Terra, localizada no hemisfério sul da Lua. Dados desse local revelam água em concentrações de 100 a 412 partes por milhão, aproximadamente o equivalente a uma garrafa de 300 ml de água presa em um metro cúbico de solo espalhado pela superfície lunar.

3 – Como comparação, o deserto do Saara tem 100 vezes a quantidade de água que o Sofia detectou no solo lunar. Apesar das pequenas quantidades, a descoberta levanta novas questões sobre como a água é criada e como ela persiste na superfície lunar áspera e sem ar.

4 – Segunda os pesquisadores, a água pode estar em pequenas estruturas no solo da Lua, que se formam a partir do alto calor criado pelos impactos de micrometeoritos. Outra possibilidade é que a água possa estar escondida entre as rochas do solo lunar e protegida da luz do Sol, tornando um pouco mais acessível.

5 – Segundo a Nasa, uma das possibilidade é que micrometeoritos carregando pequenas quantidades de água caíram na superfície da Lua. Outra possibilidade é que ventos solares levaram moléculas de hidrogênio para lá e uma reação química com minerais no solo contendo oxigênio criou hidroxila (OH). Enquanto isso, a radiação do bombardeio de micrometeoritos ter transformado essa hidroxila em água.

6 -Pesquisadores da Nasa e de outras agências espaciais buscavam evidências de que já existiu ou existe água no satélite natural há pelo menos duas décadas. Apesar de sondas espaciais, como a Cassini e a Chandrayaan-1, indicarem que algumas crateras poderiam ter a presença de umidade, não era possível dizer se eram moléculas H20 ou apenas moléculas de OH. Somente desta vez, com o auxílio do Sofia, que a existência de água na Lua foi confirmada.

7 – Saber onde é possível encontrar água na superfície da Lua pode guiar outras missões espaciais para explorar a área da cratera Clavius. Os cientistas pretendem usar o Sofia para fazer um mapa hídrico da Lua e ainda expandir os estudos para outros planetas do Sistema Solar.

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