Jovem que teve varíola dos macacos desabafa sobre sintomas: ‘extremamente doloroso’

A jovem ficou isolada por três semanas, até o desaparecimento de todas as lesões. Agora, a luta é contra as cicatrizes deixadas

EUA – Uma jovem norte-americana desabafou publicamente sobre os dias que passou com varíola do macaco (monkeypox). Camille Seaton, 20, moradora do estado da Geórgia, teve a doença em julho. Em entrevista à revista People, ela contou que acreditava ter sido infectada por lidar diariamente com dinheiro em espécie, já que é caixa em um posto de gasolina.

(Foto: Reprodução / TikTok)

“Eu simplesmente não estava sendo cuidadosa e toquei meu rosto e meu corpo, transferindo um monte de germes inconscientemente”, disse Camille.

Embora o contato com objetos contaminados não seja a principal forma de transmissão do vírus monkeypox no surto atual, esta possibilidade existe, já que o vírus pode permanecer viável em superfícies. O contato de pele e mucosas, incluindo atividade sexual, abraços e beijos, tem sido descrito como a via mais frequente de infecção.

Os primeiros sinais de que algo estava errado começaram no dia 11 de julho, quando Camille percebeu algumas protuberâncias se formando no rosto dela.

“Naquela noite, elas [lesões] já tinham se tornado brancas. Então eu sabia que tinha alguma coisa”, conta a jovem.

Cinco dias depois, ela procurou um hospital e foi submetida a um teste de varíola do macaco, que confirmou o diagnóstico. A jovem teve ainda outros sintomas clássicos da doença, como febre, dor de cabeça, musculares e nas articulações, além de cansaço.

Após alguns dias, as primeiras lesões do rosto começaram a cicatrizar, mas outras surgiram no resto do corpo.

“Eu tinha muitas [lesões] nas minhas mãos. Era muito difícil para mim fazer qualquer coisa com as mãos. Não conseguia segurar meu telefone, não conseguia fazer nada em casa, nem dobrar minhas roupas. Foi extremamente doloroso”, explicou.

Camille ficou isolada por três semanas, até o desaparecimento de todas as lesões. Nesse período, ela não pôde trabalhar e precisou fazer uma vaquinha virtual para se manter. Liberada para voltar ao convívio social em 1º de agosto, a jovem relatou que ainda não se sente confortável em trazer a filha de três anos de volta para casa.

Agora, a luta é contra as cicatrizes deixadas. “Elas vão desaparecer gradualmente, mas você vai perceber para sempre que elas estão lá”, completa.

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