Japão – O primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, anunciou nesta quarta-feira (14), em Tóquio, que deixará o cargo em setembro deste ano. No poder há três anos, Kishida teve o mandato marcado por escândalos políticos e aumento da inflação.
“Continuarei fazendo tudo o que puder como primeiro-ministro até o final do meu mandato em setembro,” disse Kishida.
O decisão do Premiê japonês foi revelada durante coletiva de imprensa para anunciar que não vai tentar a reeleição como líder do Partido Liberal Democrata (LDP).
Kishida ainda disse que “A política não pode funcionar sem a confiança do povo”.
Os índices de Kishida caíram depois que ele assumiu o cargo em 2021, após revelações sobre os laços do LDP com a polêmica Igreja da Unificação. Sua popularidade sofreu outro revés quando veio à tona um fundo secreto de doações políticas não registradas feitas em eventos de arrecadação de fundos do LDP.
Ele também enfrentou o descontentamento da população à medida que os salários não conseguiram acompanhar o aumento do custo de vida, com o Japão finalmente se livrando de anos de pressão deflacionária.
O LDP realizará uma disputa em setembro para substituí-lo como presidente do partido e, por extensão, como primeiro-ministro.