Cachorro invade pista e fecha aeroporto de Congonhas por 24 minutos

Quando a dona foi retirá-lo no galpão da transportadora, ao lado de Congonhas, cuja porta tem saída direta para a pista, o pinscher escapou das mãos dela e correu.

São Paulo – Um pinscher, cachorro que mede de 25 a 30 centímetros de altura, parou nesta quinta-feira (09), por 24 minutos, as operações de pousos e decolagens do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, ao invadir a pista de um dos mais movimentos terminais do País. A invasão ocorreu às 12h17. Em consequência, quatro voos seguiram atrasados. A pista ficou fechada até as 12h41.

O animal chegou a São Paulo despachado pela empresa TAM Cargo. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), responsável pelo aeroporto, não informou de onde o cachorro foi embarcado. Quando a dona foi retirá-lo no galpão da transportadora, na Rua dos Tamoios, ao lado de Congonhas, cuja porta tem saída direta para a pista, o pinscher escapou das mãos dela e correu.

Nesse mesmo instante, os funcionários do galpão acionaram pelo rádio o Corpo de Bombeiros e os fiscais de pista da Infraero.

A assessoria de imprensa do aeroporto não informou o número de pessoas envolvidas nas buscas pelo cão que parou Congonhas. O animal não tinha sido encontrado até a conclusão desta matéria.

A proprietária, que não divulgou o nome de seu pinscher, também não havia registrado boletim de ocorrência na delegacia sobre o desaparecimento do animal.

Não é a primeira vez que cachorros somem do terminal de cargas. Segundo policiais que preferiram não se identificar à reportagem, há alguns anos um basset despachado como carga também desapareceu. Neste caso, o dono registrou ocorrência na delegacia.

Regras

A TAM informou que o pinscher já havia sido entregue à dona quando fugiu do terminal de cargas. A empresa afirmou que existem regras para transportar animais. Em voos nacionais, por exemplo, eles podem ser levados em aviões de passageiros no porão de carga. O preço não está incluído na passagem.

Cães e gatos na cabine só são permitidos em embalagem apropriada. Também é necessária apresentação de atestado de vacinação antirrábica.

Os pousos e decolagens em Congonhas têm crescido desde 2007, quando houve a tragédia envolvendo um avião da TAM. Do primeiro semestre de 2009 para o agosto de 2010, o aumento foi de 7% – de 93.281 para 99.847. Se a tendência de crescimento for mantida, como dizem especialistas, no fechamento deste ano Congonhas terá o primeiro aumento expressivo na movimentação desde o acidente. Para se ter uma ideia, em 2006 foram 114.331 pousos e decolagens. Em 2007, 107 mil. No ano seguinte o número chegou a 90.788 e aumentou para 193.281 em 2009. Até setembro deste ano, foram realizados 153.280 pousos e decolagens.

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