Cai a procura por telefone fixo no Amazonas

Anatel registrou queda de 12,4% na demanda por instalação de aparelhos residenciais e comerciais neste ano.

Manaus – De janeiro até o mês passado, o Amazonas possuía 294.773 linhas fixas individuais funcionando e 18.064 telefones com acesso público, números menores que os registrados no mesmo período do ano passado.

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Estado registrou 336.561 aparelhos fixos e 18.645 telefones públicos habilitados nos sete primeiros mezes de 2009.

A queda nos números da telefonia no Estado, segundo a agência reguladora do segmento, foi de 12,4% na modalidade fixa e de cerca de 4% na de telefones públicos. Em Manaus, a queda foi de 8,7% nas linhas residenciais e comerciais e de 4,3% na quantidade de aparelhos de uso público.

Para a assessoria de imprensa da Anatel, existe uma convergência de meios, pacotes que englobam telefonia fixa, internet banda larga e TV a cabo que caíram na preferência dos consumidores. A mudança no perfil de consumo tem afetado diretamente a comercialização da telefonia fixa.

Universalização

Falta pouco para o Amazonas atingir as metas definidas pela Anatel para a universalização do serviço de telefonia fixa. Segundo relatório divulgado pela Anatel, 89,81% da meta para instalação de linhas fixas individuais no Amazonas está cumprida e 97,15% dos telefones públicos estão instalados.

De acordo com o plano de metas da Anatel, até o fim de 2010 devem haver no Estado 328.214 linhas fixas em serviço e 18.593 telefones públicos funcionando.

Desde 2007, a Anatel tem um plano de metas para a expansão do serviço no País. A universalização visa a redução das desigualdades regionais e sociais, o atendimento a pessoas com deficiência, implementação de novos serviços em áreas urbanas e rurais que atendam critérios definidos para o atendimento e a redução do tempo de espera para o acesso a linhas telefônicas de dois anos para sete dias.

De acordo com a assessora da superintendência de universalização da Anatel, Lila Ganzer, as metas são progressivas, sendo estabelecidas até o final da concessão da prestação do serviço, com constante acompanhamento e controle do cumprimento dos objetivos.

Entre as metas do Estado, estão a instalação de pelo menos 372 telefones públicos adaptados para deficientes (auditivo/da fala, locomotor ou visual), o equivalente a 2% do total de aparelhos instalados.

O prazo para instalação de um telefone público adaptado é de sete dias após a solicitação do deficiente ou responsável, com o ônus da adaptação arcado pela concessionária. Até julho de 2010, o Amazonas tinha instalado 92 telefones públicos adaptados para deficientes motores e auditivos.

As metas de universalização são aplicáveis de acordo com o número de habitantes de cada localidade. As localidades com mais de cem habitantes devem contar com, no mínimo, um telefone público instalado em local acessível 24 horas por dia, capaz de realizar e receber chamadas de longa distância nacional e internacional.

Em cidades com mais de 300 habitantes, a concessionária deverá ofertar linhas telefônicas, com instalação de até sete dias.