Correios prestam homenagem a descendentes de quilombolas com selo especial

O lançamento aconteceu no domingo durante a festa de aniversário dos 127 anos da Praça 14

Manaus – No palco de aniversário dos 127 anos da Praça 14, neste domingo (13), foi lançado o Selo da Edição Especial Parque Memorial Quilombo dos Palmares.

Durante o lançamento, direcionado pela diretora regional dos Correios, Luquesia Lemos, foram entregues cinco selos obliterados a autoridades políticas e movimentos negros. “Nós estamos aqui para reconhecer a origem e a tradição da cultura negra no Amazonas, e agradecer a todos por este momento”, ressaltou Lemos.

O objetivo do evento é tornar a data um marco para a década que será de combate ao racismo, e ele se concretiza a partir de uma parceria entre Correios, Consulado Geral da Venezuela em Manaus, Fórum Permanente de Afro-descendentes do Amazonas (FOPAAM), Federação Amazonense de Comunidades (FAC) e Movimento Alma Negra, entre outras representações.

O prefeito Artur Neto, um dos homenageados com o selo, destacou que a essência da democracia do povo brasileiro está na mistura: “A alma brasileira está na mistura de elementos onde a cultura negra está presente”, disse.

Para a presidente da FAC, Neuda Lima, esta é uma oportunidade para se reconhecer o movimento social e os negros, e a Praça 14 foi escolhida como palco da festa por manter vivas suas raízes.

“Aqui é onde foi instalado o primeiro terreiro de umbanda de Manaus”, explicou ela. Além disso, boa parte dos moradores é composta por descendentes de escravos, e eles são os responsáveis por preservar as crenças e os costumes negros na cidade.

Sobre a emissão especial de selos

O selo retrata uma panorâmica do primeiro e único parque temático sobre a cultura negra do País – Parque Memorial Quilombo dos Palmares, localizado na Serra da Barriga, em Alagoas.

À esquerda, tem-se, em primeiro plano, a construção Muxima de Palmares (Coração de Palmares), em homenagem aos comandantes-em-chefe que formavam o conselho deliberativo do Quilombo.

Já em segundo plano, há uma oca indígena, que representa a cultura dos primeiros habitantes da Serra da Barriga.

À direita, aparece a edificação Onjo Cruzambê (Casa do Campo Santo), espaço de apoio às práticas das religiões de matriz africana. Ao lado da edificação, duas figuras femininas representam as práticas religiosas desse espaço sagrado. A técnica utilizada foi pintura.

 

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