Defesa de prefeito de Tapauá entra com pedido de revogação de prisão

O pedido de relaxamento da prisão foi anexado ao inquérito apresentado pela Polícia Civil de Tapauá no TJAM, no último dia 30. Carlos Gonçalves está preso sob a acusação de tráfico de drogas e formação de quadrilha

Manaus – A assessoria jurídica da Prefeitura Municipal de Tapauá ingresso neste domingo (1 de janeiro), no Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM) com o pedido de revogação da prisão do prefeito interino, Carlos Gonçalves (PMDB), e do secretário municipal de administração, Edson Soares da Silva. A dupla foi presa, no último sábado, e levada à Unidade Prisional do Puraquequara, acusado de tráfico de drogas e formação de quadrilha. Com a prisão de Carlos, que é o presidente da Câmara Municipal, quem assume naturalmente a prefeitura é a vice-presidente da Casa, Edicleide Fernandes (PV).

O pedido de relaxamento da prisão foi anexado ao inquérito apresentado pela Polícia Civil de Tapauá no TJAM, no último dia 30. Neste processo de investigação, o delegado Rildo Santos pediu a prisão preventiva dos dois até a conclusão do inquérito, “para salvaguardar os bens públicos” e evitar também, “a destruição de provas que devem ser colhidas no decorrer do inquérito”.

Até o fechamento desta edição, Domingos Chalub, desembargador plantonista do último domingo não havia tomado uma decisão sobre o pedido de relaxamento de prisão. O documento passa hoje para as mãos do desembargador Djalma Martins, plantonista desta semana.

Esta é a quarta troca de prefeitos da cidade, desde as eleições municipais de 2008, onde Cláudio Gomes Dias (PR) foi eleito com 37,27% dos votos válidos. Em junho de 2009, o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) lhe cassou os direitos políticos e o mandato por causa de uma condenação sofrida em 2002, por contrabando e falsidade ideológica. Cláudio cumpre pena em regime semiaberto, desde junho de 2008 e tinha aproveitado o relaxamento da pena para se candidatar.

No lugar de Cláudio assumiu o segundo colocado, Elivaldo Herculino (PP), que alcançou 35,97% dos votos. Pouco mais de um ano depois de assumir o cargo, Elivaldo foi cassado pelo juiz da zona eleitoral de Tapauá, Adoinad Tavares, por abuso de poder econômico, mas conseguiu reverter a decisão no TRE. Na véspera do Natal de 2010, a juíza Joana Meirelles decretou sua prisão preventiva sob a acusação de que ele estaria fraudando provas utilizadas no inquérito que o investiga pelo desvio de R$ 641 mil de recursos públicos.

No lugar de Elivaldo assumiu o presidente da Câmara, Raimundo Veríssimo, que teve seu biênio frente à Casa encerrado no início deste ano. No seu lugar, assumiu Carlos Gonçalves.