Dona de casa é morta com 12 facadas. Marido é o principal suspeito

Os vizinhos relataram que ouviram os gritos e pedidos de socorro da vítima, mas não deram atenção porque Ângela e Máximo discutiam constantemente.

A dona de casa Ângela Pinheiro da Silva, 26, foi assassinada com 12 facadas por volta das 18h40 de sábado, no Beco Artur Neto, bairro Mauzinho, zona Leste. Segundo informações da  Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o principal suspeito é o companheiro dela, Máximo Timóteo da Silva, que está foragido.

O subcomandante da 4ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), tenente Leirdeison de Paula, informou que o assassinato teve motivação passional. Ele  contou que o casal tinha dois filhos, e era conhecido no bairro pelas brigas violentas. Segundo de Paula, os vizinhos relataram que  ouviram os gritos e pedidos de socorro da vítima, mas não deram atenção porque Ângela e Máximo discutiam constantemente. “Houve perseguição policial, mas ele conseguiu fugir  para o Jardim Mauá, onde se escondeu na mata”.

O tenente afirmou que há alguns meses  Máximo  foi enquadrado na Lei Maria da Penha, sob a acusação de ter espancado  Ângela. A dona de casa já havia sido denunciada à Polícia por ter agredido o o companheiro com um terçado.  Os familiares e vizinhos de Ângela não quiseram comentar o crime. “Os pais dela não informaram nem o nome  completo para Polícia. O corpo foi  levado para o Instituto Médico Legal (IML) como indigente, e só foi identificado quando os amigos levaram os documentos da vítima”, contou o tenente.

Máximo Timóteo é estivador, e morava separado de Ângela, numa casa também no Mauazinho.

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