Governador José Melo reúne com representantes do movimento da PM

Em frente à Arena Amadeu Teixeira, cerca de 400 policiais militares do Amazonas estão concentrados, à espera de um possível acordo com o Governo do Estado.

Manaus – O governador José Melo está reunido neste momento com representantes do movimento da Polícia Militar, na sede do Governo, na Compensa, zona oeste de Manaus. Participam do encontro dois integrantes da Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam), um do Comando de Policiamento Especializado (CPE), um de Interior (CPI), um da Companhia Interativa Comunitária (Cicom), além do secretário de Segurança Pública do Amazonas (SSP), coronel Roberto Vital, o comandante geral da Polícia Militar do Amazonas, coronel Almir David Barbosa, secretário de Justiça e Direitos Humanos do Estado do Amazonas, coronel Louismar Bonates e titular da Casa Civil, Raul Zaidan.

A equipe de reportagem entrou em contato com o coronel Roberto Vital, mas, por telefone, ele informou que só vai se pronunciar sobre o assunto quando sair da reunião na sede do Governo.

Em frente à Arena Amadeu Teixeira, cerca de 400 policiais militares do Amazonas, de uma tropa de mais de 16 mil homens, segundo a Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam), estão concentrados, à espera de um possível acordo com o Governo do Estado.

Segundo o presidente da Apeam, Platiny Soares, a categoria reivindica melhorias de trabalho, assim como aumento no salário, auxílio alimentação e adicional noturno.

Em entrevista para a rádio Difusora, o governador José Melo disse que vai discutir as reivindicações com representantes do movimento. “Eu mesmo vou tratar disso, sou o homem do diálogo e se eles têm reivindicações, vamos discutir”, afirmou Melo, que destacou não ter recebido nenhum registro oficial. “Respeito o movimento, mas tenho o dever de garantir o direito de ir e vir do cidadão”.

Conforme o diretor jurídico da Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam), o soldado da 12ª Cicom Gerson Feitosa, a categoria não tem interesse de penalizar a sociedade e nem os colegas. “Queremos lutar por nossos direitos, infelizmente esse clima é usado pela corporação para coibir o movimento por melhorias. Não estamos pregando o terror, mas a polícia está com 70% do efetivo parado”, comentou. “A polícia que está hoje na rua são alunos, pessoas que não estão qualificadas para executar o trabalho. Se para a Polícia já é difícil, imagina deixar a sociedade na mão de quem não tem experiência?”. 

Agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) estão no local para monitorar o tráfego na Avenida Constantino Nery. 

 

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