Governo desonera ônibus e prefeitura anuncia redução na tarifa em Manaus

Atualmente, o preço da passagem é R$ 2,90. A partir de 1º de julho, será cobrada a tarifa de R$ 2,75. O motivo da queda é a desoneração do IPVA dos ônibus.

Manaus – O governador Omar Aziz e o prefeito Arthur Neto anunciaram, no final da tarde desta quarta-feira, a redução da tarifa de ônibus para R$ 2,75 a partir da próxima segunda-feira, 1º de julho, em Manaus. O valor da meia-passagem estudantil passará a ser de R$ 1,35 com a redução.

De acordo com o governador, a desoneração do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), que será feita pelo Estado, será responsável pela diminuição de R$ 0,5 no valor da tarifa e os demais R$ 0,10 de redução da tarifa serão subsidiados pelo Governo do Amazonas e a Prefeitura de Manaus.

Por ano, o custo para o Estado da desoneração e o subsídio será de R$ 12 milhões, além de R$ 8 milhões para os cofres da Prefeitura de Manaus.

O número de passagens no sistema de transporte coletivo chega à média mensal de 17 milhões de passagens.

“Outras providências serão tomadas e, ao longo dos dias, das semanas, de meses, nós estaremos conversando com a sociedade mobilizada porque todo governante precisa ouvir a população”, afirmou Omar.

De acordo com o governador, devem ser tomadas outras medidas para melhorar a mobilidade urbana da capital.

“Temos uma quantidade muito grande de veículos confundindo-se ao mesmo tempo com o transporte urbano e um ônibus desse está trafegando oito ou dez quilômetros por hora. Quer dizer, é impossível fazer um trajeto em que você saia da Cidade Nova para o Centro da Cidade em menos de duas horas. Nesta situação, mesmo com a passagem barata ou de graça, as pessoas vão continuar reclamando”, frisou Omar Aziz.

O governador disse, ainda, que a construção da Arena da Amazônia para a Copa do Mundo não devia ser uma prioridade. “Eu não sou contra a Copa, eu sou é a favor das prioridades. Eu tenho o compromisso de fazer a Arena, não tem mais jeito, vou ter que fazer. Agora a mobilidade urbana é um projeto que está na Caixa há três anos”, afirmou.

O prefeito Arthur Neto afirmou que as empresas de ônibus não perderão receita com a redução da passagem de ônibus. “Eles (os empresários) não estão perdendo nada. Estão recebendo menos, mas há um subsídio da Prefeitura e do governo do Estado, à razão do total de R$ 20,4 milhões por ano. O que daria para fazer muita coisa. Governar é optar, é escolher”, disse o prefeito.

Sobre os recursos a serem empregados para garantir a redução de passagens, Arthur afirmou que tirou dinheiro de outros programas. “Serão oito milhões por ano. Quem sabe saiu de creches, ou de escolas, saúde. Saiu de algum lugar porque o dinheiro não cai do céu, e vale a pena sim, atendemos a uma reivindicação popular importante e mostramos que Manaus foi a primeira cidade a baixar a tarifa sem pressão”, disse o prefeito.

Governador e prefeito firmam compromisso pelo passe-livre

Nesta quinta-feira, o governador e prefeito assinaram ainda um termo de compromisso apresentado pelo Movimento Passe Livre (MPL) em Manaus no qual se comprometem a usar os recursos do pré-sal para oferecer passe-livre no transporte coletivo para todos os estudantes do Amazonas.

Os recursos ainda dependem de regularização pelo governo federal e não há previsão sobre quando serão repassados aos Estados.

Um dos líderes do MPL, o programador de computadores Arllen Lira, afirmou que as contra propostas apresentadas pelo Estado e Prefeitura serão apresentadas em uma assembleia popular na Praça do Congresso, no Centro de Manaus, onde será definido o rumo do movimento de reivindicação.

De acordo com Lira, qualquer pessoa poderá falar e votar na assembleia. “A revogação do aumento das passagens significa que os poderes públicos estão ouvindo as nossas reivindicações. Nós queríamos que o aumento de R$ 2,75 para R$ 3 fosse revogado para darmos inícios a novas conversações”, afirmou Lira, que também acompanhou a coletiva de imprensa concedida pelo governador e o prefeito.

O lider no movimento revelou que a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) disponibilizou para o MPL planilhas dos gastos públicos com o transporte coletivo dos últimos dez anos. “Promoveremos seminários de estudos técnicos dessas planilhas para cobrarmos um valor justo a ser pago pelo transporte ”, afirmou ele.

 

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