Homem confessa morte de ‘amigo’ por causa de R$ 10 em Manaus

Israel Lima da Silva foi preso suspeito de esfaquear Erlon Agnis Soares, durante uma briga de bar.

Manaus – O ex-presidiário Israel Lima da Silva, 31, conhecido como ‘William’, confessou ter matado, com cinco facadas, durante uma briga de bar, o próprio ‘amigo’, o vigilante Erlon Agnis Soares, 34, por causa do não pagamento de R$ 10 referentes à venda de um celular.  O crime ocorreu na madrugada desta quarta-feira (11), no Beco São Sebastião, na Rua Iemanjá, bairro Tancredo Neves, zona leste de Manaus. A informação é do delegado titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Paulo Martins.

‘William’ foi preso pelos policiais da DEHS, por volta das 9h desta quarta, enquanto dormia, ainda ensanguentado, na casa de um amigo, localizada na Rua Catarina, do bairro Tancredo Neves.

Conforme o delegado Paulo Martins, em depoimento, ‘Willian’ comentou que bebia com  Erlon em um bar, quando acabou o dinheiro para comprar bebidas e o supeito deu o celular para a vítima vender.

“O Erlon teria vendido o celular por R$ 20, mas só repassou R$ 10 ao suspeito, que, com raiva, foi em casa, voltou munido de uma faca e desferiu cinco golpes em Erlon, que morreu na hora”, disse.

Um amigo da vítima, o mecânico Aldeci Fonseca, 50, informou que o celular pertencia a ‘William’ e que a vítima e o suspeito estavam bebendo durante a madrugada. “O Erlon pegou o celular, vendeu e não deu o dinheiro. Os dois discutiram, esse ‘William’ pegou uma faca e furou meu amigo. Apesar disso tudo, o Erlon não mexia com ninguém, era uma pessoa muito querida aqui no bairro”, disse Fonseca.

Segundo um vizinho da vítima, o vendedor Nonato Machado, 66, o crime aconteceu durante a madrugada e poucas pessoas chegaram a testemunhar o ex-presidiário matando o vigilante.

Israel responde no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) a um processo por porte ilegal de arma de fogo.

Na DEHS, os supeito foi autuado pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil e, em seguida, encaminhado à Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Centro.

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