Indonésia vai fuzilar amazonense condenado por tráfico

De acordo com informações do governo da Indonésia, Marco já fez até o último pedido: uma garrafa de Chivas Label.

Manaus – O amazonense Marco Archer Cardoso Moreira, 50, será o primeiro brasileiro executado em outro país e o primeiro ocidental a ser morto a mando do governo da Indonésia. Marco foi condenado à morte por tráfico internacional de drogas em 2004. O anúncio feito na quarta-feira pelo procurador Andi DJ Konggoasa em entrevista ao jornal “Jarkata Post”. A execução do brasileiro foi marcada no início de julho.

O Itamaraty informou que está ciente da situação e que está adotando medidas sobre o caso. A Indonésia mantém cerca de 30 estrangeiros, entre eles outro brasileiro, no corredor da morte — a maioria por tráfico.

A execução se dá por fuzilamento. Além dele, outros dois estrangeiros morrerão, segundo o procurador. A Indonésia não executa ninguém desde 2008.

O presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, que está no Brasil participando da Rio+20, recusou o último pedido de clemência feito em 2008. Foi a segunda recusa: a primeira ocorrera em 2006. Não há mais possibilidade de recursos na Justiça.

Instrutor de asa-delta no Rio de Janeiro, Marco foi preso em 2003 ao tentar entrar com 13,4 quilos de cocaína no aeroporto de Jacarta, ainda hoje uma das maiores apreensões de droga no país. A condenação veio em 2004: pena de morte.

A pena de morte para tráfico de drogas foi instituída no país em 1997, a exemplo do que ocorre em outros países do Sudeste Asiático, como Tailândia, Malásia, Cingapura e Filipinas.

Marco não é casado nem tem filhos. A sua mãe morreu em 2010 e ele tem duas tias. Uma delas, que está mais envolvida com o caso, ficou bastante abalada. A embaixada da Indonésia ficou de enviar um pedido de desculpas a ela.

Ainda em 2006, o deputado federal Jair Bolsonaro apoiou a condenação do brasileiro à morte. Veja abaixo a íntegra da moção:

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