Maioria dos animais sacrificados em Manaus tem dono

65% dos cães e gatos mortos no Centro de Zoonose foram entregues pelos próprios donos que procuraram o centro para se desfazer do animal.

Manaus – Dos 2.470 animais, entre cães e gatos, que foram submetidos à morte no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) no primeiro semestre deste ano, em Manaus, 65% (1.621) foram entregues pelos próprios donos que procuraram o centro para se desfazer do animal. Os dados são da diretora do CCZ, Simone Fernandes. Chegam ao CCZ, uma média de 25 animais por dia.

“Os donos tratam animais como mercadorias. As pessoas precisam se conscientizar sobre o que é a posse responsável. Quando eles decidem se desfazer, levam o animal para o centro justificando que não possuem condições para tratar a doença sofrida pelo cão ou pelo gato, que vão morar em apartamento ou que vão viajar”, disse.

Simone contou ainda, que dos 1.296 animais entregues de forma espontânea, 80% são submetidos à morte assim que chegaram e, entre os outros 20%, os que não foram adotados em poucos dias, acabaram sendo mortos porque ficaram doentes. “Eles acabam se contaminando no próprio CCZ ou adquirem estresse. Os números são alarmantes, assustam as pessoas, mas elas não se sensibilizam”, relatou.

Dos animais retirados das ruas, 1.468, o equivalente a 80%, também foram submetidos à morte. “A retirada de animais das ruas diminui a probabilidade de acidentes de trânsito e agressões por mordidas, além de evitar a transmissão de doenças e a reprodução indiscriminada e indesejada de cães e gatos”, disse.