Manifestantes incendeiam ônibus na Avenida Brasil, em frente à Prefeitura

A ocorrência foi a única violenta registrada durante a manifestação em Manaus, que foi bastante pacífica ao longo de todo seu trajeto, iniciado no Centro de Manaus.

Manaus – Um grupo de aproximadamente cinco mil manifestantes, que estava desde as 18h em frente à Prefeitura de Manaus, ateou fogo em um ônibus da linha 001 na Avenida Brasil, zona centro-oeste de Manaus. O fogo foi controlado pelo Corpo de Bombeiros e removido.

O ônibus, nas cores branco e azul, foi incendiado por um grupo de pessoas encapuzadas depois que eles tentaram atear fogo na guarita da Prefeitura de Manaus, que já havia sido completamente destruída por pedras e outros objetos jogados por manifestantes.

Conforme relatos de policiais militares da 5ª Companhia Interativa Comunitária (5ª Cicom), o grupo estavam em uma parada de ônibus e começaram a depredá-la. Quando o ônibus passou, eles começaram a apedrejar o ônibus.

O cobrador e o motorista, que ainda estavam no veículo, conseguiram fugir com a renda do coletivo. Foi quando, segundo os PMs, os vândalos começaram a atear fogo no ônibus e o empurraram para o córrego que fica na avenida.

A ocorrência foi a única violenta registrada durante a manifestação em Manaus, que foi bastante pacífica ao longo de todo seu trajeto, iniciado no Centro de Manaus.

Confusão desde as 18h

Desde as 18h, um grupo de manifestantes que havia dispersado do grupo que seguiu para a Arena da Amazônia optou por seguir para a Prefeitura de Manaus. Eles tentaram invadir a Prefeitura, e depois quebraram os vidros da guarita.

Por volta das 19h40, os manifestantes atiraram uma bomba na guarita, e o Batalhão de Choque da Polícia Militar, que inicialmente estava no estacionamento, saiu da Prefeitura e usou bombas de gás lacrimogênio para dispersar aqueles que tentavam invadir a sede do Executivo Municipal.

Um grupo de pessoas entrou em conflito com o Batalhão de Choque da Polícia Militar ao longo da Avenida Brasil, na Compensa, após um ônibus ter sido incendiado.

Segundo o tenente coronel e comandante da Rocam, Aroldo da Silva Ribeiro, o pequeno grupo não se tratava de manifestantes. “Não é gente que estava na manifestação, foram vândalos que chegaram para fazer desordem”, afirmou ele.

Ainda de acordo com ele, ninguém foi preso, nem pela destruição do ônibus.

Por volta das 23h, o grupo ateou fogo a uma caminhonete que estava na rua.

Cerca de 300 policiais atuaram na dispersão, sempre utilizando balas de borracha, bombas de gás lacrimogênio.

Os próprios moradores apagaram o fogo de barricadas, que eram feitas ao longo da Avenida Brasil e limpavam a frente das casas.

“Quem estava dentro de casa, só conseguia ver as chamas e muitas explosões. Foi um cenário de guerra, nunca pensamos viver isso”, disse a dona de casa Marisa Lima.

Aos poucos, o Batalhão de Choque avançou a via e dispersou quem provocava o tumulto até chegar próximo a Avenida Boulevard, por volta de meia noite.

O professor Cristian da Silva disse que poderá acontecer um novo protesto no dia 26 de junho, com percurso ainda a ser definido.